As
mudanças atingiram diretamente o comando do Centro de Abastecimento e Logística
(Ceasa), do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) e do Porto do
Recife, estruturas que até então estavam sob influência política do PP. A
decisão do governo foi interpretada como um gesto de rompimento político,
ampliando o distanciamento entre a gestão estadual e a legenda.
Em
entrevista, Eduardo da Fonte afirmou que a medida surpreendeu e ocorreu em um
momento sensível do cenário político nacional e estadual. Segundo ele, as
exonerações coincidiram com a definição, pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), da data de 26 de março para julgar a homologação da Federação União
Progressista, bloco que poderá unir o PP ao União Brasil.
“O que posso fazer? Todo mundo está conversando com todo
mundo. Não existe acordo fechado com João Campos, mas chama atenção a
coincidência das exonerações justamente no dia em que o TSE marcou o julgamento
da federação”,
declarou o parlamentar.
Apesar
das especulações sobre uma possível aproximação com o grupo liderado pelo
prefeito do Recife, Eduardo da Fonte negou qualquer definição de aliança e
reforçou que o momento ainda é de diálogo. “Não tem porta fechada para
ninguém. Tudo permanece em aberto”, pontuou.
O
deputado também destacou que qualquer decisão sobre alianças políticas será
tomada apenas após a formalização da federação partidária. Segundo ele, a nova
configuração política terá como base critérios estratégicos, como tempo de
televisão e acesso ao fundo eleitoral.
“Não vou tratar de alianças antes da federação existir
oficialmente. Quando isso acontecer, vamos discutir o melhor caminho”, afirmou.
Nos
bastidores, a disputa também envolve o futuro político de lideranças como Miguel
Coelho, presidente estadual do União Brasil e apontado como pré-candidato ao
Senado. Ele já foi convidado por Raquel Lyra para integrar a base governista, o
que adiciona ainda mais complexidade ao cenário.
A movimentação evidencia um momento de redefinição das forças políticas em Pernambuco, com impacto direto nas articulações para as eleições e na composição de alianças estratégicas.
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