quarta-feira, 18 de março de 2026

Eduardo da Fonte reage a exonerações e critica decisão de Raquel Lyra

            O presidente estadual do Progressistas, deputado federal Eduardo da Fonte, classificou como “precipitada” a decisão da governadora Raquel Lyra de exonerar indicados do partido em órgãos estratégicos do Estado.

As mudanças atingiram diretamente o comando do Centro de Abastecimento e Logística (Ceasa), do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) e do Porto do Recife, estruturas que até então estavam sob influência política do PP. A decisão do governo foi interpretada como um gesto de rompimento político, ampliando o distanciamento entre a gestão estadual e a legenda.

Em entrevista, Eduardo da Fonte afirmou que a medida surpreendeu e ocorreu em um momento sensível do cenário político nacional e estadual. Segundo ele, as exonerações coincidiram com a definição, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da data de 26 de março para julgar a homologação da Federação União Progressista, bloco que poderá unir o PP ao União Brasil.

“O que posso fazer? Todo mundo está conversando com todo mundo. Não existe acordo fechado com João Campos, mas chama atenção a coincidência das exonerações justamente no dia em que o TSE marcou o julgamento da federação”, declarou o parlamentar.

Apesar das especulações sobre uma possível aproximação com o grupo liderado pelo prefeito do Recife, Eduardo da Fonte negou qualquer definição de aliança e reforçou que o momento ainda é de diálogo. “Não tem porta fechada para ninguém. Tudo permanece em aberto”, pontuou.

O deputado também destacou que qualquer decisão sobre alianças políticas será tomada apenas após a formalização da federação partidária. Segundo ele, a nova configuração política terá como base critérios estratégicos, como tempo de televisão e acesso ao fundo eleitoral.

“Não vou tratar de alianças antes da federação existir oficialmente. Quando isso acontecer, vamos discutir o melhor caminho”, afirmou.

Nos bastidores, a disputa também envolve o futuro político de lideranças como Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e apontado como pré-candidato ao Senado. Ele já foi convidado por Raquel Lyra para integrar a base governista, o que adiciona ainda mais complexidade ao cenário.

A movimentação evidencia um momento de redefinição das forças políticas em Pernambuco, com impacto direto nas articulações para as eleições e na composição de alianças estratégicas. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário