quinta-feira, 26 de março de 2026

Condenado por participação na chacina de Poção recebe nova pena e ultrapassa 100 anos de prisão

             A Justiça de Pernambuco voltou a impor uma dura condenação a um dos nomes já conhecidos no histórico de crimes violentos no Sertão do estado. Wellington Silvestre dos Santos, apontado como participante da chamada Chacina de Poção, foi novamente sentenciado, desta vez a 26 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Serra Talhada e teve como foco o assassinato de José Jonoel Rodrigues dos Santos, executado a tiros dentro da própria residência, na zona rural do município, em maio de 2023.

De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades, o crime teria ligação direta com disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região, cenário que tem contribuído para o aumento da violência em áreas do interior pernambucano. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo três qualificadoras no homicídio: motivo torpe, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e recurso de natureza cruel ou insidiosa.

Com a nova decisão, Wellington Silvestre ultrapassa a marca de 100 anos de penas somadas, reforçando seu histórico criminal já marcado por condenações anteriores. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Segundo o coordenador do Núcleo de Apoio ao Júri, Bruno Santacatharina, a atuação articulada entre os promotores foi determinante para a condenação, especialmente diante da complexidade do caso e da possível conexão com organizações criminosas atuantes no Sertão.

O réu já havia sido condenado, em 2024, a mais de 74 anos de prisão por envolvimento direto na chacina de Poção, um dos crimes mais emblemáticos da última década em Pernambuco. O episódio ocorreu em 2015, no Sítio Cafundó, zona rural do município de Poção, e resultou na morte de quatro pessoas, incluindo três conselheiros tutelares. Uma criança que também estava no veículo sobreviveu ao ataque.

O novo julgamento reforça o posicionamento do Judiciário no combate à criminalidade violenta e evidencia o esforço das instituições em responsabilizar envolvidos em crimes de grande repercussão social. 

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