O
julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Serra Talhada e teve como foco o
assassinato de José Jonoel Rodrigues dos Santos, executado a tiros dentro da
própria residência, na zona rural do município, em maio de 2023.
De
acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades, o crime teria ligação
direta com disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região, cenário que
tem contribuído para o aumento da violência em áreas do interior pernambucano.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério
Público, reconhecendo três qualificadoras no homicídio: motivo torpe, uso de
meio que dificultou a defesa da vítima e recurso de natureza cruel ou
insidiosa.
Com
a nova decisão, Wellington Silvestre ultrapassa a marca de 100 anos de penas
somadas, reforçando seu histórico criminal já marcado por condenações
anteriores. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Segundo
o coordenador do Núcleo de Apoio ao Júri, Bruno Santacatharina, a atuação
articulada entre os promotores foi determinante para a condenação,
especialmente diante da complexidade do caso e da possível conexão com
organizações criminosas atuantes no Sertão.
O
réu já havia sido condenado, em 2024, a mais de 74 anos de prisão por
envolvimento direto na chacina de Poção, um dos crimes mais emblemáticos da
última década em Pernambuco. O episódio ocorreu em 2015, no Sítio Cafundó, zona
rural do município de Poção, e resultou na morte de quatro pessoas, incluindo
três conselheiros tutelares. Uma criança que também estava no veículo
sobreviveu ao ataque.
O novo julgamento reforça o posicionamento do Judiciário no combate à criminalidade violenta e evidencia o esforço das instituições em responsabilizar envolvidos em crimes de grande repercussão social.
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