A
decisão mais recente chamou atenção nos bastidores do poder estadual por
atingir diretamente o núcleo familiar de um parlamentar da base governista.
Adriano Martins, que ocupava o cargo de diretor administrativo e financeiro do Porto
do Recife, foi exonerado da função. Ele é irmão do deputado estadual Claudiano
Martins Filho, um dos aliados mais frequentes do Palácio do Campo das Princesas
nas votações da Assembleia Legislativa.
A
chamada “canetada” gerou forte repercussão nos corredores da Assembleia
Legislativa de Pernambuco, principalmente pelo histórico de alinhamento
político de Claudiano com o governo estadual. Parlamentares avaliam que a
decisão representa um recado claro da governadora sobre o controle da máquina
pública e a revisão de espaços ocupados por indicações partidárias.
As
mudanças não se limitaram ao Porto do Recife. Ao longo da semana, exonerações
também atingiram cargos estratégicos na Ceasa-PE, no Lafepe e no Detran-PE. Em
comum, todos os nomes desligados tinham ligação com o PP, partido liderado no
Estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte.
A
leitura política nos bastidores é de que o governo busca reafirmar autonomia
administrativa e reduzir a influência de aliados na ocupação de cargos
estratégicos. Ao mesmo tempo, o movimento pode tensionar a relação com o
Progressistas, uma das siglas com peso relevante na base de sustentação do
governo.
Apesar do impacto, até o momento não houve posicionamento público de Claudiano Martins Filho sobre a exoneração do irmão. Nos bastidores, contudo, o episódio é visto como um teste para a fidelidade da base governista em meio a um cenário político cada vez mais sensível e estratégico.
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