sexta-feira, 13 de março de 2026

Brasil revoga visto de assessor de Donald Trump que pretendia visitar Bolsonaro

                 Uma decisão do governo brasileiro elevou a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos após a revogação do visto de um assessor do presidente norte-americano. O Ministério das Relações Exteriores anunciou a anulação da autorização de entrada no país de Darren Beattie, que planejava visitar o Brasil nos próximos dias.

Beattie atua como assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em assuntos relacionados ao Brasil e havia programado uma viagem que incluía um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido em Brasília. A visita seria realizada na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena.

No entanto, o encontro foi previamente barrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal. Moraes é responsável por autorizar esse tipo de solicitação e negou o pedido feito pela defesa do ex-presidente para que o assessor americano realizasse a visita.

Em comunicado oficial, o Itamaraty informou que a decisão de cancelar o visto segue o princípio da reciprocidade adotado nas relações internacionais, prática comum entre países quando ocorrem restrições similares a autoridades de outro Estado.

A medida ocorre em meio a um impasse diplomático envolvendo o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. Em agosto do ano passado, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha do ministro, enquanto o documento de Padilha não foi formalmente revogado apenas porque já estava vencido.

Segundo fontes ligadas à diplomacia brasileira, o governo considera que houve inconsistências nas informações apresentadas por Beattie ao solicitar o visto, especialmente quanto ao objetivo real da viagem ao Brasil.

O episódio também foi comentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que confirmou a decisão de impedir a entrada do assessor norte-americano enquanto a situação envolvendo o ministro da Saúde não for resolvida.

Durante declaração pública, Lula afirmou que Beattie não poderá entrar no país enquanto houver restrições relacionadas a autoridades brasileiras.

“Enquanto não liberarem os vistos do ministro da Saúde, ele também não entra no Brasil”, afirmou o presidente.

A decisão acrescenta um novo capítulo às tensões diplomáticas envolvendo autoridades brasileiras e norte-americanas, especialmente em um momento de forte polarização política e sensibilidade nas relações institucionais entre os dois países. 

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