A
prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, ação que
investiga indícios de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e
invasão de dispositivos informáticos. Segundo a PF, os delitos teriam sido
praticados por uma organização criminosa estruturada para operar fraudes
financeiras de grande escala.
A
medida cautelar foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo
Tribunal Federal, que assumiu recentemente a relatoria do processo.
De
acordo com os investigadores, o esquema envolveria a comercialização de títulos
de crédito supostamente falsos emitidos pelo Banco Master. O nome da operação —
Compliance Zero — faz referência à alegada ausência de mecanismos eficazes de
controle interno nas instituições envolvidas, o que teria permitido práticas
como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Além
de Vorcaro, também é alvo de mandado de prisão o empresário Fabiano Zettel,
cunhado do banqueiro, que até o momento não foi localizado pelas autoridades.
Ao todo, o STF expediu quatro mandados de prisão preventiva e 15 ordens de
busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
As
investigações contam com o suporte técnico do Banco Central do Brasil, que
auxilia na análise de operações financeiras e na identificação de
irregularidades no mercado.
Outra
medida de impacto determinada pelo Supremo foi o bloqueio e sequestro de bens e
ativos que podem chegar a R$ 22 bilhões. A decisão tem como objetivo impedir a
movimentação de recursos ligados ao grupo investigado e preservar valores que
possam estar associados às práticas ilícitas sob apuração.
Esta
não é a primeira prisão de Vorcaro. Em novembro do ano passado, ele foi detido
ao tentar embarcar em um avião particular com destino à Europa, no aeroporto de
Guarulhos. À época, a Polícia Federal sustentou que havia risco concreto de
fuga internacional.
Vorcaro
era aguardado nesta quarta-feira para prestar depoimento à CPI do Crime
Organizado, em Brasília. No entanto, ele já havia sinalizado que compareceria
apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O caso segue em investigação e pode ter desdobramentos relevantes no setor financeiro e no cenário político nacional.
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