terça-feira, 31 de março de 2026

Absolvição de Padre Airton gera reação da defesa da personal stylist e deve ser analisada pelo TJPE

            A decisão da Justiça que absolveu o padre Airton Freire e o motorista Jailson Leonardo da Silva em um processo que tramita sob segredo de Justiça provocou forte reação da defesa da denunciante e deve ganhar novos desdobramentos no Judiciário pernambucano.

O caso, que teve origem em uma denúncia feita pela personal stylist Silvia Tavares de Souza, será encaminhado ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, onde a sentença proferida pela Vara Única de Buíque passará por reavaliação.

A defesa da denunciante manifestou “tristeza e surpresa” diante da decisão judicial. Segundo o advogado Rafael Nunes, que atua como assistente de acusação, o entendimento do juiz Felipe Marinho dos Santos será contestado nas instâncias superiores.

De acordo com a sentença, as provas periciais reunidas ao longo da investigação não foram consideradas suficientes para comprovar a versão apresentada pela denunciante. O magistrado também apontou inconsistências nos elementos analisados, o que teria gerado dúvida quanto aos fatos narrados.

A defesa de Silvia, no entanto, rebate essa avaliação e sustenta que há um conjunto robusto de indícios no processo, incluindo material genético, registros digitais apagados e fotografias, além da existência de outros inquéritos relacionados ao religioso. Para os advogados, esses elementos reforçam a necessidade de revisão da decisão.

“Estávamos muito confiantes da condenação, porque a produção de provas não deixou qualquer tipo de dúvida. Resta à defesa o recurso. Iremos devolver a matéria para o segundo grau, para o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que dessa vez será julgado por um colegiado. São desembargadores que têm o poder de reformar essa sentença. É importante deixar claro que a palavra de Sylvia não é isolada. Então, iremos recorrer. Tenho certeza de que o tribunal irá reformar essa decisão”, declarou o advogado Rafael Nunes.

O episódio remonta a 2022, quando a denúncia foi registrada no município de Buíque. À época, o padre negou as acusações. A denunciante relatou que mantinha proximidade com o religioso desde 2019, período em que passou a frequentar a Fundação Terra, em Arcoverde.

Em 2023, o caso ganhou maior visibilidade após a denunciante buscar apoio institucional no Palácio do Campo das Princesas, cobrando avanços nas investigações.

Os acusados estavam presos desde o ano passado — o religioso em regime domiciliar —, e, com a decisão judicial, as prisões devem ser revogadas.

Até o momento, o Tribunal de Justiça de Pernambuco não se manifestou oficialmente sobre o caso. A defesa da denunciante também aguarda um possível recurso por parte do Ministério Público de Pernambuco, o que poderá ampliar a discussão jurídica em torno do processo. Com informações da CBN Recife/Foto: Lucas Arruda

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário