Segundo a gestora, a atualização do orçamento é
fundamental para permitir a abertura de créditos suplementares por decreto e
garantir maior flexibilidade na execução financeira do Estado. Ela destacou
que, sem a adequação da LOA, a gestão enfrenta dificuldades para realizar
investimentos e manter serviços essenciais.
Raquel também mencionou outros projetos que
aguardam análise dos deputados estaduais, como a proposta de refinanciamento da
dívida estadual junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil. De acordo
com a governadora, a renegociação permitirá reduzir o valor das parcelas pagas
atualmente, liberando recursos para aplicação em áreas prioritárias.
Ao exemplificar os custos da máquina pública, a
chefe do Executivo afirmou que manter equipamentos e serviços exige
planejamento rigoroso. Ela citou que a manutenção anual da Carreta da Mulher
gira em torno de R$ 60 milhões, enquanto um hospital pode demandar
aproximadamente R$ 80 milhões por ano. “Não existe mágica. O orçamento
precisa funcionar para o povo”, declarou.
Em tom crítico, Raquel Lyra afirmou que a inclusão
de emendas parlamentares ao orçamento tem reduzido a margem de atuação do
governo, impactando diretamente a capacidade de execução de políticas públicas.
Segundo ela, cada real deslocado para outra finalidade implica cortes em
diferentes áreas.
A governadora também reclamou do que classificou
como excesso de questionamentos por parte da oposição e atribuiu parte das
críticas ao fato de ser mulher. Apesar disso, afirmou que sua gestão tem obtido
decisões judiciais favoráveis e que seguirá dialogando com os parlamentares.
Outro ponto levantado foi a situação de
aproximadamente R$ 500 milhões em investimentos para obras de infraestrutura
que estão sob análise do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).
Segundo Raquel, os projetos aguardam autorização desde o ano passado. “Estamos
há meses discutindo no Tribunal de Contas e solicitando autorização para
publicar os editais”, afirmou.
O discurso ocorreu diante de vereadores de diversas regiões do Estado, em um momento de articulação política e debate sobre orçamento, responsabilidade fiscal e execução de investimentos públicos.
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