domingo, 8 de fevereiro de 2026

Baile Municipal do Recife chega à 60ª edição como símbolo de cultura, tradição e solidariedade

              O Recife viveu, neste sábado (7), uma noite histórica dedicada à cultura popular, à música brasileira e à solidariedade. Em sua 60ª edição, o tradicional Baile Municipal reafirmou o título de evento mais antigo e emblemático da capital pernambucana, reunindo artistas consagrados, autoridades e o público em uma celebração marcada pelo frevo, pela diversidade musical e pelo compromisso social.

Presente na festividade, o prefeito João Campos destacou o significado histórico do Baile Municipal e sua importância para a identidade cultural do Recife. Para o gestor, a noite representou não apenas um evento carnavalesco, mas um elo entre gerações e tradições que moldam a história da cidade.

“São seis décadas de uma festa que nasceu da valorização da cultura e da música pernambucana. A primeira edição foi idealizada por Miguel Arraes e teve, inclusive, uma composição do meu avô, Maximiliano Campos, lançada ali mesmo. Estar hoje como prefeito, recebendo a cidade para um baile que reafirma a força da nossa cultura, é motivo de muita alegria”, afirmou João Campos.

Com mais de sete horas de programação contínua, o Baile Municipal reuniu mais de 20 atrações, transitando entre o frevo, o axé, a MPB e a música popular nordestina. A abertura ficou por conta da Orquestra Popular do Recife (OPR), regida pelo maestro Ademir Araújo, que recebeu no palco Claudionor Germano — único artista presente em todas as edições do evento — além de Nonô Germano.

Ao longo da noite, o maestro Spok comandou sua orquestra em apresentações que emocionaram o público, com participações especiais como o maestro Duda, aos 90 anos, e o cantor Lenine, um dos homenageados do Carnaval 2026. Um dos momentos mais marcantes foi o encontro inédito entre Pernambuco e Bahia, protagonizado por Carlinhos Brown, que levou ao palco uma fusão de frevo, axé e percussão, ao lado do Coral Edgar Moraes.

A programação contou ainda com nomes como Guerreiros do Passo, maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Otto, Larissa Lisboa, Elba Ramalho, Priscila Senna, Gerlane Lops, Marron Brasileiro, Nena Queiroga e Almir Rouche, reforçando a pluralidade musical que marca o Baile Municipal.

Além da celebração cultural, o evento manteve seu caráter solidário, com toda a renda arrecadada destinada a instituições beneficentes que atuam em serviços essenciais para a população do Recife, fortalecendo o compromisso social que acompanha o Baile desde sua criação. 

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