A
mobilização busca pressionar o Governo de Pernambuco a suspender a
comercialização do prédio e a retomar o projeto originalmente anunciado: a
conclusão da reforma e a ativação do Centro Cultural Capitão Antônio David
Novaes, equipamento que, segundo os defensores da causa, é fundamental para a
memória, a cultura e o potencial turístico da cidade.
O
imóvel possui elevado valor histórico e afetivo para a população florestana. Em
2016, o prédio foi oficialmente tombado como Patrimônio Histórico do Estado de
Pernambuco pela FUNDARPE, o que lhe garante proteção legal e impõe limites
rigorosos quanto ao seu uso e alienação. Após o tombamento, o antigo Batalhão
passou a ser denominado Centro Cultural Capitão Antônio David Novaes,
reforçando a destinação cultural que passou a ser defendida pela sociedade
civil.
Naquele
período, chegaram a ser iniciadas ações concretas para a recuperação do espaço,
incluindo intervenções estruturais e a proposta de implantação de um teatro no
mesmo terreno, o que gerou expectativa de que o prédio se tornaria um polo de
cultura, educação e lazer para Floresta e região.
No
entanto, o cenário mudou no final de 2025. Em 23 de dezembro, a governadora Raquel
Lyra sancionou a Lei nº 19.140, que autoriza o leilão do imóvel. A decisão foi
recebida com surpresa e críticas por moradores, artistas, historiadores e
defensores do patrimônio, que questionam a celeridade da tramitação da lei e
apontam a ausência de debate público sobre o destino de um bem tombado.
De
acordo com informações apuradas pela reportagem do Blog do Elvys, em 2021 foram
investidos mais de R$ 500 mil na obra de recuperação do prédio. À época, o
orçamento total estimado para a conclusão completa da reforma girava em torno
de R$ 3 milhões, valor considerado viável diante da relevância histórica,
cultural e social do imóvel. A interrupção das obras e a possibilidade de
leilão levantam o temor de que os recursos já aplicados se tornem inúteis.
Para os integrantes do movimento, vender o Batalhão representa não apenas a perda de um prédio histórico, mas também o abandono de um projeto coletivo que poderia fortalecer a identidade cultural de Floresta e impulsionar o turismo local. O abaixo-assinado segue mobilizando apoios e reacendendo o debate sobre o papel do poder público na preservação da memória e do patrimônio pernambucano.
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