segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

João Campos denuncia uso político da Polícia Civil e fala em “ação criminosa” em Pernambuco

             O debate político em Pernambuco ganhou novos contornos nesta terça-feira após o prefeito do Recife, João Campos (PSB), fazer um pronunciamento contundente nas redes sociais denunciando o que classificou como uso político da Polícia Civil por parte do governo estadual, comandado por Raquel Lyra (PSD). As declarações surgem após reportagem da TV Record revelar supostas práticas ilegais de perseguição e monitoramento sem respaldo judicial.

Em vídeo divulgado há pouco, João Campos afirmou que não questiona o papel investigativo das forças policiais, mas destacou que há limites legais e constitucionais que não podem ser ultrapassados. “O que está em jogo não é a polícia investigar, mas fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas também não tolero perseguição”, declarou.

Segundo o prefeito, as denúncias são graves e apontam para a reabertura de inquéritos arquivados por interesse eleitoral, além de ações realizadas sem ordem judicial, sem boletim de ocorrência e sem inquérito formal. Entre os episódios citados, João Campos destacou a instalação de um rastreador em veículo oficial da Prefeitura do Recife, o que, segundo ele, configura crime.

“Se não fosse a imprensa livre denunciando isso, onde isso iria parar? Quem deu essas ordens? A serviço de quem?”, questionou o gestor, levantando suspeitas sobre a tentativa de construção de narrativas falsas para incriminar pessoas inocentes.

João Campos também relembrou um episódio ocorrido durante o processo eleitoral de 2024, quando uma denúncia relacionada a creches foi investigada, não encontrou irregularidades e acabou arquivada. No entanto, segundo ele, o caso teria sido reaberto por determinação superior, sob a justificativa do período eleitoral, e novamente arquivado após as eleições.

Outro ponto destacado no pronunciamento foi a existência de um grupo informal de WhatsApp, envolvendo três delegados e sete agentes, que teria sido criado para conduzir ações consideradas ilegais. “Quem autorizou isso? Isso é ilegal, é imoral e não está certo”, afirmou.

O prefeito ainda denunciou a existência de uma rede de ódio estruturada após as eleições, com disseminação de fake news, ataques à honra e crimes como injúria e difamação. Para ele, há interesses políticos claros por trás dessas ações.

João Campos garantiu que o caso não ficará impune e anunciou que irá adotar todas as medidas judiciais cabíveis. “Não vale tudo para disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição com mais de 200 anos de história como a Polícia Civil. A democracia brasileira não permitirá nenhum arroubo autoritário”, concluiu. 




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