Segundo
o presidente do TJPE, a anulação foi autorizada formalmente pela Polícia
Federal, que identificou vazamento de provas, comprometendo a lisura do
processo seletivo. “A Polícia Federal descobriu vazamentos e o concurso foi
viciado. As provas foram anuladas”, afirmou Paes Barreto.
Ainda
de acordo com o desembargador, os suspeitos de envolvimento na fraude já foram
identificados, o que reforçou a necessidade da medida imediata para preservar a
legalidade e a credibilidade do concurso. A anulação, no entanto, atinge
exclusivamente as provas do cargo de técnico judiciário, não afetando os demais
cargos ofertados no certame.
As
provas para funções como Analista Judiciário, Oficial de Justiça e demais áreas
especializadas estão mantidas, conforme esclareceu o presidente do TJPE.
O
ato administrativo que oficializa a anulação das provas será publicado ainda
nesta segunda-feira. Segundo Paes Barreto, o tribunal já trabalha para definir
um novo cronograma para a reaplicação das provas de técnico judiciário.
“Novas provas, apenas para técnico, serão realizadas. A
nova data será marcada já na gestão do desembargador Bandeira de Melo”, explicou o presidente.
O concurso do TJPE foi lançado em julho de 2025 e oferece vagas para cadastro reserva em diversos cargos, incluindo:
- Analista Judiciário – função Judiciária
- Analista Judiciário – Apoio Especializado/Analista de Sistemas
- Oficial de Justiça
- Técnico Judiciário – função Judiciária
- Técnico Judiciário – Apoio Especializado/Programador de Computador
Para
o cargo de técnico judiciário, puderam concorrer candidatos com certificado de
conclusão do ensino médio. A banca organizadora do concurso é o Instituto
Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).
O
TJPE informou que seguirá acompanhando as investigações e adotará todas as
medidas necessárias para garantir a transparência e a legalidade do novo
processo seletivo.


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