sábado, 3 de janeiro de 2026

Álvaro Porto rebate críticas da base governista e defende rito adotado em convocação extraordinária da Alepe

                    O clima político na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ganhou novos contornos nesta sexta-feira (2), após o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), reagir às críticas de parlamentares da base governista sobre a tramitação de projetos do Executivo durante o período de convocação extraordinária.

Depois da aprovação do pedido feito pela governadora Raquel Lyra (PSD) para a realização da sessão extraordinária, Porto anunciou que os projetos do governo deverão, antes de seguirem para as comissões, passar por análise da Procuradoria da Alepe. A decisão provocou reação imediata entre deputados aliados do Executivo.

Por meio de nota oficial à imprensa, Álvaro Porto afirmou que o procedimento adotado está amparado pelo Regimento Interno da Assembleia e é uma prerrogativa da Presidência da Casa.

“A prerrogativa do Presidente em solicitar pronunciamento da Procuradoria está prevista no inciso XIX do artigo 63 do Regimento Interno, combinado com o parágrafo primeiro do mesmo artigo”, destacou o presidente.

Porto foi o único parlamentar da oposição presente na sessão que aprovou a convocação extraordinária e sustentou que a medida busca garantir segurança jurídica na apreciação das matérias.

A discussão ocorre em meio à análise de quatro projetos de autoria do Poder Executivo, considerados prioritários pelo Governo do Estado. Entre eles, está uma proposta que altera dispositivos da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, com o objetivo de restabelecer trechos da versão original do orçamento que haviam sido retirados por emendas parlamentares.

Esses dispositivos haviam sido vetados pela governadora Raquel Lyra, mas os vetos acabaram rejeitados por decisão da Presidência da Alepe, o que ampliou o embate político entre os Poderes.

Durante o debate, a deputada estadual Débora Almeida (PSDB) também se manifestou, criticando a condução da Mesa Diretora no processo de apreciação dos vetos e defendendo que o plenário é a instância máxima de deliberação do Parlamento pernambucano.

O impasse reforça o ambiente de tensão institucional na Alepe, em um momento decisivo para a tramitação de matérias estratégicas do Executivo estadual. 

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