segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Álvaro Porto critica “arapongagem”, cobra explicações da governadora e afirma: “não é investigação, é abuso de poder”

          O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado estadual Álvaro Porto (PSDB), entrou de forma contundente no debate sobre as denúncias de espionagem política e uso indevido da Polícia Civil em Pernambuco. Por meio de um vídeo divulgado em suas redes sociais na noite desta segunda-feira (26), o parlamentar condenou a prática que vem sendo chamada de arapongagem do governo Raquel Lyra e cobrou respostas claras da gestão estadual.

Policial civil de carreira, Álvaro Porto fez questão de separar a atuação da corporação das decisões políticas que, segundo ele, estariam por trás das ações ilegais denunciadas. “Eu sou policial civil. Eu sou um defensor da polícia. Os policiais estavam cumprindo ordens superiores. Aliás, ordens ilegais do secretário de Defesa Social, subordinado da governadora”, afirmou.

O deputado questionou diretamente a origem das determinações que teriam levado à instalação de rastreador sem ordem judicial e ao monitoramento de adversários políticos. “Quem mandou espionar? Quem mandou instalar rastreador sem ordem judicial?”, indagou, ressaltando que não aceitará tentativas de colocar a Alepe contra a Polícia Civil.

Segundo Álvaro Porto, há uma clara tentativa de distorcer os fatos, transferindo a responsabilidade para a corporação. Para ele, se houve erro, este não partiu dos policiais, mas de quem deu as ordens. “O policial está ali a serviço do Estado, cumprindo ordens. Se houve erro, não foi da corporação, foi de quem deu a ordem”, destacou.

O presidente da Alepe também criticou a falta de explicações por parte do secretário de Defesa Social e do chefe da inteligência do Estado. “O secretário não conseguiu explicar essa lambança até o momento. Do mesmo jeito, o chefe da inteligência”, disse.

Em tom ainda mais duro, Álvaro Porto classificou as denúncias como abuso de poder e crime, reforçando que espionagem política não pode ser tratada como algo normal. “Não é investigação, é abuso de poder. É crime, minha gente. Isso lembra tempos que Pernambuco não aceita mais viver”, afirmou.

O parlamentar lembrou que a Alepe já denunciou anteriormente a existência de um gabinete do ódio, que, segundo ele, continua operando, e agora surgem provas de perseguição política a partir de estruturas do próprio Estado.

Ao final do pronunciamento, Álvaro Porto cobrou uma postura firme da governadora Raquel Lyra. “A governadora precisa explicar, precisa agir. Pernambuco exige respostas. A Polícia Civil é patrimônio do povo. Policial não pode e não será usado como escudo para erro político. Quem errou que responda. Pernambuco exige respeito”, concluiu.



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