Policial
civil de carreira, Álvaro Porto fez questão de separar a atuação da corporação
das decisões políticas que, segundo ele, estariam por trás das ações ilegais
denunciadas. “Eu sou policial civil. Eu sou um defensor da polícia. Os
policiais estavam cumprindo ordens superiores. Aliás, ordens ilegais do
secretário de Defesa Social, subordinado da governadora”, afirmou.
O
deputado questionou diretamente a origem das determinações que teriam levado à
instalação de rastreador sem ordem judicial e ao monitoramento de adversários
políticos. “Quem mandou espionar? Quem mandou instalar rastreador sem
ordem judicial?”, indagou, ressaltando que não aceitará tentativas de
colocar a Alepe contra a Polícia Civil.
Segundo
Álvaro Porto, há uma clara tentativa de distorcer os fatos, transferindo a
responsabilidade para a corporação. Para ele, se houve erro, este não partiu
dos policiais, mas de quem deu as ordens. “O policial está ali a serviço
do Estado, cumprindo ordens. Se houve erro, não foi da corporação, foi de quem
deu a ordem”, destacou.
O
presidente da Alepe também criticou a falta de explicações por parte do
secretário de Defesa Social e do chefe da inteligência do Estado. “O
secretário não conseguiu explicar essa lambança até o momento. Do mesmo jeito,
o chefe da inteligência”, disse.
Em
tom ainda mais duro, Álvaro Porto classificou as denúncias como abuso de poder
e crime, reforçando que espionagem política não pode ser tratada como algo
normal. “Não é investigação, é abuso de poder. É crime, minha gente. Isso
lembra tempos que Pernambuco não aceita mais viver”, afirmou.
O
parlamentar lembrou que a Alepe já denunciou anteriormente a existência de um gabinete
do ódio, que, segundo ele, continua operando, e agora surgem provas de
perseguição política a partir de estruturas do próprio Estado.
Ao
final do pronunciamento, Álvaro Porto cobrou uma postura firme da governadora
Raquel Lyra. “A governadora precisa explicar, precisa agir. Pernambuco
exige respostas. A Polícia Civil é patrimônio do povo. Policial não pode e não
será usado como escudo para erro político. Quem errou que responda. Pernambuco
exige respeito”, concluiu.


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