Na
publicação anterior, Malu Gaspar sustentou que o ministro teria procurado
Galípolo “pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master”,
narrativa que impulsionou uma ofensiva coordenada de setores da mídia liberal
contra o magistrado. À época, tanto Alexandre de Moraes quanto Gabriel Galípolo
negaram a acusação, esclarecendo que os encontros trataram das sanções impostas
ao ministro e à sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com base na Lei
Magnitsky.
No
novo artigo, intitulado “A acareação de Toffoli ajuda plano da defesa do
Master para desmontar investigação de fraude”, a jornalista muda o tom e
reformula a versão. Segundo ela, durante uma reunião ocorrida em julho de 2025,
enquanto o Banco Central analisava a liquidação do Banco Master, Moraes teria
apenas pedido informações sobre a situação da instituição, sem exercer pressão.
Malu
Gaspar também retoma outra narrativa divulgada por ela anteriormente,
relacionada ao contrato do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes com o
Banco Master. O contrato, no entanto, já era de conhecimento público e havia
sido citado em reportagem da Folha de S.Paulo em abril, no contexto da
disputa entre banqueiros envolvendo Daniel Vorcaro, do Master, e André Esteves,
do BTG Pactual.
No
novo texto, a jornalista afirma que Moraes mencionou conhecer Vorcaro e
reproduziu um argumento comum à época, de que o banqueiro estaria sendo
perseguido por grandes grupos financeiros. Em seguida, reconhece que, ao ser
informado por Galípolo sobre a descoberta de fraudes pelo Banco Central, o
ministro recuou e defendeu a continuidade das investigações.
O recuo da jornalista enfraquece a narrativa inicial que apontava interferência direta do ministro do STF no processo envolvendo o Banco Master.
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