terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Malu Gaspar recua e admite que Moraes não pressionou presidente do Banco Central no caso Banco Master

               A jornalista Malu Gaspar recuou e alterou a versão apresentada anteriormente sobre a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no caso envolvendo o Banco Master. Em novo artigo publicado nesta segunda-feira (29) no jornal O Globo, a colunista reconhece que Moraes não teria feito “pressão” sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, como havia afirmado em texto divulgado no último dia 22 de dezembro.

Na publicação anterior, Malu Gaspar sustentou que o ministro teria procurado Galípolo “pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master”, narrativa que impulsionou uma ofensiva coordenada de setores da mídia liberal contra o magistrado. À época, tanto Alexandre de Moraes quanto Gabriel Galípolo negaram a acusação, esclarecendo que os encontros trataram das sanções impostas ao ministro e à sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com base na Lei Magnitsky.

No novo artigo, intitulado “A acareação de Toffoli ajuda plano da defesa do Master para desmontar investigação de fraude”, a jornalista muda o tom e reformula a versão. Segundo ela, durante uma reunião ocorrida em julho de 2025, enquanto o Banco Central analisava a liquidação do Banco Master, Moraes teria apenas pedido informações sobre a situação da instituição, sem exercer pressão.

Malu Gaspar também retoma outra narrativa divulgada por ela anteriormente, relacionada ao contrato do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes com o Banco Master. O contrato, no entanto, já era de conhecimento público e havia sido citado em reportagem da Folha de S.Paulo em abril, no contexto da disputa entre banqueiros envolvendo Daniel Vorcaro, do Master, e André Esteves, do BTG Pactual.

No novo texto, a jornalista afirma que Moraes mencionou conhecer Vorcaro e reproduziu um argumento comum à época, de que o banqueiro estaria sendo perseguido por grandes grupos financeiros. Em seguida, reconhece que, ao ser informado por Galípolo sobre a descoberta de fraudes pelo Banco Central, o ministro recuou e defendeu a continuidade das investigações.

O recuo da jornalista enfraquece a narrativa inicial que apontava interferência direta do ministro do STF no processo envolvendo o Banco Master. 

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