Pesqueira mergulha em mais
um capítulo de instabilidade política, marcada por denúncias, fake news e disputas
judiciais
O Ministério Público
Eleitoral emitiu parecer pedindo a cassação do registro de candidatura, do
diploma e a inelegibilidade por 8 anos de Rossine Blesmany, apontando o uso de
práticas ilícitas nas eleições municipais de 2024 em Pesqueira, no Agreste
pernambucano. O parecer aponta abuso de poder econômico, uso indevido dos meios
de comunicação e uma “rede estruturada de desinformação” com o objetivo de
manipular o processo eleitoral e atacar adversários.
De acordo com o MP, Rossine
e seus aliados criaram perfis falsos, usaram tecnologia de deepfake e
promoveram ataques caluniosos, especialmente contra o cacique Marcos Xukuru,
liderança indígena de projeção nacional e figura influente na política local.
As investigações também
indicam o uso de recursos financeiros não declarados para bancar propaganda
ilegal nas redes sociais. Mesmo após decisões judiciais exigindo a retirada de
conteúdos falsos, o grupo optou por pagar multas e manter os materiais no ar,
desafiando a Justiça Eleitoral.
Mas Rossine não é o único
alvo. O cacique Marcos Xukuru, seu principal rival político, também enfrenta um
pedido de cassação de diploma por supostas irregularidades. A disputa entre os
dois grupos, que se intensifica a cada eleição, já virou um ciclo permanente de
judicialização e polarização em Pesqueira.
A cidade, que carrega uma
rica história cultural e é símbolo da resistência indígena, vê sua democracia
local abalada por uma batalha que se repete a cada pleito: ações,
contrarrespostas, recursos e reviravoltas jurídicas, deixando a população em
estado de incerteza política constante.
No parecer mais recente, o
Ministério Público requer a total procedência da ação contra Rossine, o que
poderá resultar na inelegibilidade até 2032. O desfecho, no entanto, dependerá
do julgamento na Justiça Eleitoral.
Enquanto isso, Pesqueira continua sendo cenário de uma guerra política interminável.
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