A ordem foi determinada pelo
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Um dos mandados está sendo cumprido em um hotel na capital federal. Os
alvos participavam das manifestações antidemocráticas realizadas em frente
ao quartel-general do Exército, em Brasília, e são suspeitos de terem
atuado na tentativa de invasão do prédio da PF, no último dia 12,
além de terem realizado atos como depredação e incêndio de veículos.
Houve apreensão de
armas e munições nos endereços dos investigados. A operação é realizada
em conjunto com a Polícia Civil e foi batizada de Nero, em
referência ao imperador a quem se atribui ter provocado um grande incêndio na
Roma antiga.
As ordens judiciais de busca
e apreensão e de prisão, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, são cumpridas
nos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São
Paulo, Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Um dos alvos foi Klio
Damião Hirano, que participava no acampamento do QG do Exército em Brasília e
foi presa ainda na noite de quarta-feira.
Em 2020, Kilo foi candidata a prefeita da cidade de Tupã, no interior de São Paulo, pelo PRTB. Nas redes sociais, ela ostenta fotos com o presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como vídeos em manifestações e acampamentos bolsonaristas. No mais recente, de 9 de dezembro, ela diz estar no “QG da Praça do Cristal”, em referência ao quartel general do Exército na Praça dos Cristais, em Brasília. Também foram presos Átila Reginaldo Franco de Melo e Joel Pires Santana.
A investigação teve início a
partir dos atos violentos do dia 12 de dezembro, quando bolsonaristas
tentaram invadir a sede da PF na capital federal e promoveram atos de
depredação e vandalismo, incendiando veículos e promovendo o caos na cidade.
"Os crimes objetos da
apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa,
abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas
penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão", diz a PF em comunicado à
imprensa.
Em coletiva de
imprensa para falar sobre a operação, o diretor-geral da PF Márcio
Nunes de Oliveira disse que a investigação tramitou de forma célere,
com um intervalo de 17 dias entre os fatos criminosos e a deflagração da
operação, e afirmou que irão buscar a responsabilização de todos os envolvidos.
"Todos aqueles que
cometerem crimes serão responsabilizados pelos seus atos", disse.
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