Moraes
também determinou que a procuradoria estadual tome as providências necessárias,
ou seja, que apure a conduta do deputado.
Na
decisão, Moraes anexou um link de reportagem jornalística que relata a
agressão.
O
episódio ocorreu ao final do debate da TV Cultura entre candidatos ao governo
do estado de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (14).
Vera,
que é colunista do jornal "O Globo", comentarista da rádio CBN e
apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura, estava na área reservada
para jornalistas quando foi abordada por Douglas Garcia. Ele foi convidado ao
debate pelo candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Com
o celular em punho, ele se aproxima de Vera e diz que ela é "uma vergonha
para o jornalismo" e a intimida. A frase é a mesma usada pelo presidente
Jair Bolsonaro (PL) contra a jornalista durante o debate da Band entre
candidatos à Presidência.
"Considerada
a gravidade do ocorrido, determino o encaminhamento do referido link da matéria
ao excelentíssimo senhor vice-procurador-geral Eleitoral para que possa dar o
devido encaminhamento ao procurador-regional Eleitoral de São Paulo, com o
objetivo de ser analisada eventuais providências que entender
necessárias", escreveu Moraes.
Na tarde desta quarta, o procurador-geral da Justiça de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo, instaurou uma investigação no âmbito criminal contra Douglas Garcia.
Douglas
Garcia tem direito a foro privilegiado por prerrogativa de função e só pode ser
processado criminalmente pelo procurador-geral.
Vera
Magalhães disse, em entrevista à GloboNews, que o parlamentar agiu
"deliberada e premeditadamente".
“Ele
tinha uma credencial de convidado do candidato Tarcísio Freitas para me
agredir, ele fez isso deliberadamente e premeditadamente porque ele postou
antes nas redes sociais de que estava a minha espera. Perguntou: ‘será que a
Vera Magalhães vai aparecer’? Portanto, quem se diz agora surpreso e
indignado... seu partido, já devia ver que ele estava premeditando alguma
coisa, pois ele fez essa postagem. Isso é lamentável, é inadmissível",
afirmou a jornalista.
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) irá apurar a conduta do parlamentar. A Alesp já recebeu seis pedidos de cassação contra Garcia.
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