As
principais lideranças da oposição em Pernambuco realizaram nesta segunda-feira
(11), no Paço Alfândega, na área central do Recife, o evento intitulado “Pernambuco
quer Mudar”, reunindo no mesmo cenário os senadores Armando Monteiro Neto (PTB)
e Fernando Bezerra Coelho, o ministro Mendonça Filho (DEM), o deputado federal
Bruno Araújo (PSDB) e os ex-governadores João Lyra Neto (PSDB) e Joaquim
Francisco (PSDB).
A
bancada da oposição na Assembleia Legislativa também marcou presença no evento
junto com prefeitos aliados dos antagonistas. Estiveram presentes os deputados
estaduais Joel da Harpa, Priscila Krause, Álvaro Porto, Socorro Pimentel,
Silvio Costa Filho, Júlio Cavalcanti e Augusto César. Os prefeitos Raquel Lyra
(Caruaru), Edson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe), Miguel Coelho (Petrolina),
Izaías Régis (Garanhuns), Joaquim Neto (Gravatá), entre outros. Entre os
federais, Jorge Corte Real (PTB), Silvio Costa (PTN) e Zeca Cavalcanti (PTB).
Último
a falar no evento o senador Armando Monteiro (PTB) fez questão de dizer que não
iria “reivindicar o direito de antiguidade no campo das oposições”. Mas,
durante seu discurso, deixou clara sua disposição em liderar o processo de
construção de uma candidatura ao Governo do Estado, em 2018.
Logo
no início de sua fala, o petebista ponderou que a aglutinação de forças
oposicionistas em Pernambuco “marca o inicio de uma caminhada que antevejo
vitoriosa, se tivermos a capacidade de colocar os interesses de Pernambuco
acima de projetos pessoais e individuais”. Afirmou que fará “de tudo” para se
colocar, neste momento, “à altura dos interesses de Pernambuco. Convoco a todos
também para que juntos possamos construir. Não vão nos dividir. Não há nada que
posa nos dividir”, destacou.
Em
seu discurso, Armando também fez questão de criticar o governo Paulo Câmara
(PSB). “Aqui temos hoje um grupo que agora já não se alimenta por um projeto
para Pernambuco. Hoje ele se move pela manutenção o poder a qualquer custo, por
um experimento político que não deu certo (...) Vejo esse grupo que governa já
querendo rotular esse palanque”, pontuou.
Sem
se referir diretamente ao governador, o senador voltou a questionar a
capacidade de liderança do socialista. “Liderança não se adquire por nomeação.
Não se adquire por delegação, por mais legítima que ela pudesse ser na sua
origem. Liderança se adquire quando somos forjados na luta, no caminhar”,
concluiu.
Já
o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) disse que pode jogar “em qualquer
posição”, na eleição do ano que vem. “Todos aqui sabem que me preparei para
este momento. Mas se sou um homem de projeto e vou construir e ajudar a
construir esse projeto que Pernambuco clama. Os projetos pessoais são muito
menores do que o projeto coletivo. A história de Pernambuco exige um novo
tempo”, colocou o senador, antes de ser aplaudido pela plateia presente no
Arcádia do Paço Alfândega, no Centro do Recife.
Ao
se referir ao governo Paulo Câmara, FBC ressaltou que “chegou a hora de virar a
página”. “Chegou a hora de encerrar um ciclo político. Um projeto que está aí e
já deu o que tinha que dar. Pernambuco agora quer mudar e vai mudar”, bradou o
peemedebista.
O
Ministro Mendonça Filho (DEM) por sua vez disse que “É um medo patrocinado por
quem comanda Pernambuco. Não quero atacar o governador, mas quero dizer que ele
se omite. Porque seus aliados dentro do Palácio reúnem as suas forças no
próprio Estado para dizer que quem for para o lado da oposição vai viver as
consequências”. Mendonça finalizou dizendo que “Aqui, nos reunimos para dizer
claramente que nós percebemos o sentimento do povo pernambucano, que é um
sentimento que poder ser caracterizado como um basta à incompetência, à
arrogância e à omissão. Pernambuco precisa construir um novo rumo. É
fundamental que se interprete o que se verifica hoje como um marco histórico”.
O
deputado federal Bruno Araújo (PSDB), que até pouco tempo ocupava o Ministério
das Cidades do Governo Michel Temer, também discursou no ato político
‘Pernambuco quer mudar’ e aproveitou a fala para alfinetar a condição atual do
PSB. Ao resgatar o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), o
parlamentar lembrou que os socialistas apoiaram a saída da petista, mas recuou
quando um de seus integrantes foi indicado para o Ministério de Minas e
Energia.

