De
posse de relatórios de investigações policiais, o Ministério Publico de
Pernambuco (MPPE) denunciou 52 pessoas à Justiça como integrantes de três
organizações criminosas que têm suas bases no município de Timbaúba, mas com
ramificações em outras cidades da Mata Norte e na Região Metropolitana do
Recife. As quadrilhas são responsáveis por homicídios, ameaças, extorsões,
roubos, furtos, tráfico de drogas e porte e comércio ilegal de armas e
munições.
O
MPPE pediu a prisão preventiva de todos os envolvidos e apenas duas pessoas
ainda se encontram foragidas. As demais já se encontram recolhidas em presídios
para responderem aos processos. A maioria das capturas ocorreu durante a
Operação Novo Tempo, uma força-tarefa das polícias Militar e Civil que
cumpriram os mandados de prisão e de busca e apreensão. Coube ao MPPE
desencadear seis ações (três contra adultos e três em favor de adolescentes),
entre 24 de setembro e 10 de outubro, com o objetivo de reprimir as
organizações criminosas.
Agora
começa uma nova fase, que a persecução penal pelo delito de “Organização
Criminosa” e a apuração de cada um dos crimes já consumados pelas quadrilhas.
“O nível de organização desses grupos e a velocidade com que conquistam terreno
deixa claro que o crime se desenvolve bem mais rápido que a capacidade de
combatê-lo”, comenta o promotor de Justiça João Elias da Silva Filho, que atua
em Timbaúba.
O
promotor frisa que cada integrante tinha um papel bastante definido dentro das
organizações criminosas, com comandantes, gerenciadores locais e executores.
Outro ponto marcante era a violência com que as quadrilhas agiam, o que trouxe
terror para as comunidades afetadas.
Segundo
Silva Filho, o combate às ações criminosas demandaram ações de inteligência
muito complexas para identificar e desbaratar as quadrilhas. Uma das quadrilhas
possuía 19 integrantes, outra formada por nove e a última contava com 24
pessoas. Entre os denunciados, sete são mulheres, sendo uma com menos de 18 anos,
e oito rapazes adolescentes.
