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| deputada estadual Thaíse Guedes |
deputada estadual Thaíse Guedes A Polícia Federal indiciou a deputada estadual Thaíse Guedes (PMDB) por suspeita de participação em um esquema criminoso que desviou mais de R$ 15 milhões recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas. Ela foi indiciada após investigações da Operação Sururugate, deflagrada em março deste ano.
De
acordo com o superintendente da PF, Bernado Gonçalves, Thaíse Guedes vai
responder 25 vezes pelo crime de peculato, que corresponde aos salários
recebidos indevidamente pelos servidores.
O
crime é caracterizado pela apropriação por parte de funcionário público de bem
ou vantagem em função do cargo que ocupa. A pena prevista é de 2 a 12 anos.
A
deputada prestou depoimento na noite de quarta-feira (25) na sede da Polícia
Federal, em Jaraguá. Seguranças da parlamentar agrediram a equipe de reportagem
da TV Gazeta na tentativa de impedir que os repórteres fizessem
imagens da parlamentar deixando o prédio da PF.
Operação
Surugate
Pelo menos
nove deputados e um ex-deputado de Alagoas são investigados pela Polícia
Federal por desvio de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa (ALE). Em
março deste ano, a operação Surugate em parceria com a Controladoria-Geral da
União (CGU) apreendeu documentos no Parlamento alagoano.
Segundo
a PF, as investigações conjuntas chegaram a um esquema instalado na Assembleia
envolvendo fraude na folha de pagamento dos servidores para desviar recursos
públicos. Foi descoberto que parte da folha de pagamento era paga para pessoas
que não estão cadastradas no Ministério do Trabalho.
A
PF afirma que muitos funcionários são fantasmas, que nem sabem que têm o nome
na folha de pagamento, e outros têm alguma relação com a ALE, mas recebem
apenas parte do salário. Quase todos, entretanto, têm cadastro em programas
sociais do governo federal, e isso foi o que levou ao início das investigações. Do G1.
