quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Arcoverde: Vereadora Cybele propõe que Prefeitura banque escrituras de imóveis

           Uma das propostas que promete mexer no orçamento da prefeitura de Arcoverde em tempos de crise e dinheiro curto, foi sugerida na sessão ordinária da Câmara de Vereadores da última segunda-feira (28) pela vereadora da bancada governista Cybele Roa (PP). Ela propõe que a prefeitura arque com os custos das escrituras das centenas de imóveis que estão em situação irregular no município, deixando a administração municipal numa situação delicada em termos financeiros caso isso venha a se concretizar.

Durante seu pronunciamento na sessão da Casa James Pacheco, Cybele citou a entrega das casas do residencial Maria de Fátima aonde se realizava o “sonho da casa própria”. Lembrou que na história da cidade já ocorreram outras entregas de imóveis que não seguiram os trâmites devidos e as pessoas beneficiadas ficaram sem ter a escritura de seus imóveis.

Para a vereadora progressista, caso a prefeitura não regularize essa doação das escrituras, a municipalidade “pode chegar pouco porque a construção de ruas, saneamento, limpeza dependem de financiamento dos bancos e pra isso é necessário regularizar os imóveis”. Em seu pronunciamento, a vereadora Cybele disse ter “certeza de que a gestão municipal, na pessoa da excelentíssima prefeita Madalena Britto (PSB), a partir desse debate vai procurar meios de passar a solucionar essa questão”. Ela lembrou que na inauguração das casas, a prefeita ressaltou o “compromisso que ela tem na questão da moradia”.

Na lista de locais citados aonde teriam imóveis para serem regularizados estariam o Jardim da Serra, Cohab III, Veraneio, Via São Francisco, Barriguda, entre outros locais pontuais em que as residências foram doadas. A parlamentar também sugere que a prefeitura também regularize os imóveis frutos de invasões em locais nobres, a partir de uma avaliação caso a caso, onde se possa fazer um acordo que o município entender e que se possa fazer essa venda ao inquilino/invasor.

Cybele pediu que a prefeitura faça um mapeamento de todas essas situações para que, assim, possa fazer o título de propriedade. A questão do alto custo financeiro e até mesmo da inviabilidade jurídica e econômica da proposta chegou a ser questionada.

A proposta demonstra que o governo não tem discurso afinado na Casa James Pacheco, principalmente no tocante aos gastos públicos no momento que fala-se tanto em crise. Caso as propostas sigam caminho, além de comprometer financeiramente a prefeitura na gestão atual vai deixar uma herança pesada para os sucessores já que esse é um processo demorado e complexo. Afora isso, pode gerar uma enorme expectativa tanto nos moradores que receberam seus imóveis do Governo (federal, estadual ou municipal), como dos que hoje vivem em áreas invadidas, o que pode vir a não se concretizar. Apesar das discordâncias, o governo tem maioria na Câmara de Vereadores e se a proposta vai seguir adiante agora está nas mãos da prefeitura.