O
número de pediatras trabalhando na especialidade tem diminuído no Brasil em
razão da má remuneração e pelas circunstâncias de trabalho. Muitos deles mudam
de função, o que está provocando a falta desses profissionais tanto nos
hospitais públicos, quanto nos particulares.
Na opinião do deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE), que também é médico, é necessário criar estímulos para que pediatras atuem na área de formação.
Na opinião do deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE), que também é médico, é necessário criar estímulos para que pediatras atuem na área de formação.
“Os
médicos, hoje, estão abandonando um pouco a clínica geral, a pediatra, porque
muitos acham que trabalhar com exames gera mais retorno financeiro. Preferem,
por exemplo, fazer exames de endoscopia, atuar na parte cirúrgica, que também
gera um retorno financeiro maior”, explica.
Em
várias regiões do Brasil, os pais têm que viajar a municípios vizinhos para
conseguir uma consulta para os filhos. A contradição é que a pediatria é a segunda
especialidade médica com mais profissionais: só perde para os clínicos gerais.
Atualmente,
o estado de São Paulo conta com um pediatra para cada 1.390 crianças, às vezes
se dedicando a dois empregos diferentes. A recomendação da Organização Mundial
da Saúde é de um pediatra para cada 1.000 crianças.
“É
necessário discutir o assunto para que possamos trazer mais médicos, aumentar o
número de residências e especializações em pediatria, para que os profissionais
possam se capacitar. Precisamos estimulá-los a desempenhar a especialidade”,
afirma Zeca Cavalcanti. Por Celimar de Meneses.
