O
chefe de cartel de alimentos que lucrou R$ 8 bilhões nos governos Cabral e
Pezão, Marco Antônio de Luca, é o principal alvo de uma operação da
força-tarefa da Lava-Jato no Rio. Agentes da Polícia Federal chegaram há pouco
num apartamento de luxo na Vieira Souto, em Ipanema, para cumprir mandado de
prisão contra o empresário do ramo de alimentação Marco Antônio de Luca,
autorizado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Esta
forte presença no setor inspirou o nome da operação, "Ratatouille",
um rústico prato francês (sopa de carne ou peixe picado com legumes cozidos em
azeite) que também batiza um longa-metragem de animação, no qual um ratinho não
se contenta apenas em roubar alimentos, como os demais, e luta para ser um
grande chef de cozinha.
Os
policiais cumprem também mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao
empresário.
Ele
é acusado de subornar agentes públicos em troca de favorecimento na assinatura
de contratos com o governo para fornecer, basicamente, alimentação a escolas
públicas e presídios por meio de empresas ligadas ao empresário: Comercial
Milano e Masan Serviços Especializados.
