Os
ex-prefeitos de Carpina, Carlos Vicente de Arruda – o Carlinhos do Moinho – e
de Lagoa do Carro, Tota Barreto (ambos do PSB), foram presos temporariamente,
na manhã desta sexta-feira (09), pela Polícia Civil, dentro da Operação Fraus,
que investiga fraude em licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção e
associações criminosa em gestões de cidades pernambucanas da Mata Norte.
Carlinhos foi derrotado na disputa pela reeleição, no ano passado. Tota
Barreto, por sua vez, foi eleito vereador de Carpina, e já foi alvo de outras
duas ações policiais.
O
advogado do vereador, Antônio Neto, afirmou que aguarda mais esclarecimentos
para se manifestar sobre o assunto. Ademar Rigueira, defensor de Moinho, disse
estar ainda examinando as acusações para analisar a fundamentação do pedido de
prisão temporária do seu cliente. “Estranhamos ter chegado a essa medida porque
já existe um inquérito em andamento e ele já tinha se antecipado, se
apresentado espontaneamente para prestar depoimento e apresentar documentos”,
afirmou Rigueira ao site G1 Pernambuco.
A
polícia cumpriu mais três mandados de prisão temporária. Foram expedidos pela
Vara Criminal de Carpina outros 14 mandados de busca e apreensão e seis
mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar
depoimento. A Operação Fraus é a 20ª ação de repressão qualificada deflagrada
este ano pela Polícia Civil. O nome vem do latim, e significa fraude. Foi
realizada depois de uma investigação realizada pela Delegacia de Polícia de
Carpina, com assessoria do Núcleo de Inteligência da Zona da Mata.
Participaram
da operação 102 Policiais Civis, entre delegados, agentes e escrivães. As ações
ocorreram no Recife, Carpina, Lagoa do Carro e Lagoa de Itaenga. Todos os
presos e materiais apreendidos estão sendo levados para a Delegacia de
Limoeiro, no Agreste.
No
dia 23 de novembro do ano passado, a polícia deflagrou a Operação Caça
Fantasmas, na qual investigou o desvio de dinheiro público na Câmara de
Vereadores de Carpina. Um dos principais alvos era exatamente Tota Barreto,
presidente do Legislativo municipal entre 2013 e 2014.
Em
nota, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) afirmou que está
colaborando com a Polícia Civil de Pernambuco e com o Ministério Público do
Estado de Pernambuco (MPPE). No comunicado, o órgão explicou que a
conselheira Teresa Duere, diante de indícios de utilização indevida de uma rede
de empresas para lesar cofres públicos na região, revelados em processos de sua
relatoria, determinou o imediato envio de documentos e provas aos delegados
especializados e aos membros do MPPE com atuação no assunto. Do Diário de Pernambuco.
