O
delegado da Polícia Civil, Ubiratan Rocha, relatou nesta terça-feira (30), em
entrevista concedida a Rádio Pajeú que a sua remoção da Delegacia de São José
do Egito para Sertânia se deu em razão de perseguição. A falta de um bom
relacionamento com a Polícia Militar e o comprometimento a disciplina e a
gestão foram as argumentações utilizadas pelo Delegado Regional, Dr. Jorge
Damasceno, o que redundou na Portaria 2497, assinada em 24/05/2017 pelo
Secretário de Defesa Social Antonio Gioia.
Ubiratan
disse ainda que está sendo vítima de arbitrariedade, isso porque a Comunicação
Interna – CI que é a base fundamental para o direito a defesa e ao
contraditório está inacessível. “Como é que a população toda está sabendo da
minha transferência, a Polícia Civil, a Polícia Militar e eu não tenho ciência,
comportamentos de ditadura militar devem ser extintos”.
O
delegado afirmou que está há dez anos atuando na região do Pajeú e que os
outros delegados que foram vítima do mesmo expediente não tiveram coragem de
expor suas transferências. Ele ainda declarou que a portaria teve o objetivo de
acabar com sua moral.
“A
portaria motivada pessoalmente por desejos de um delegado seccional, querer
acabar com a minha moral frente a esses dez anos de trabalho na região, acaba
não”. Ubiratan deixou claro que vai em frente e ingressará com
Mandado de segurança parta reverter a decisão e que também ingressará com
pedido de indenização por danos morais. Do blogdoitamar.
