Proposto
pelo líder da Oposição, deputado Sílvio Costa
Filho (PRB), para tratar do Pacto pela Vida, o Grande Expediente
Especial desta quinta (25) foi cancelado, 40 minutos após ter sido iniciado. A
polêmica teve início quando parlamentares da Oposição reivindicaram assento à
mesa dos trabalhos para um representante da sociedade civil organizada, o
pastor José Marcos.
Presidida
por Uchoa, a mesa era composta por Márcio Stefanni, secretário de Planejamento
e coordenador do Pacto pela Vida; Angelo Gioia, secretário de Defesa Social;
Pedro Eurico, secretário de Justiça e Direitos Humanos; Vanildo Maranhão,
comandante-geral da Polícia Militar; e Joselito Amaral, chefe da Polícia Civil.
“É emblemático e simbólico que o Poder Legislativo não dê assento aos
movimentos sociais”, pontuou Costa Filho, apoiado por Edilson
Silva (PSOL) e Priscila
Krause (DEM).
Diante
de manifestações da galeria, o deputado Romário Dias (PSD)
pediu paciência e criticou as vaias: “A juventude de hoje não conheceu 1964 e
não sabe dialogar. Não sabe o que é democracia”. A permanência do impasse com a
Bancada de Oposição resultou no encerramento da reunião por Uchoa.
Sílvio
Costa Filho afirmou que uma nova solicitação para discutir o assunto será
protocolada: “Nós lamentamos a ausência do debate, mas a Oposição não vai se
calar na defesa dos direitos dos cidadãos”, frisou.
No dia 12, o Pacto pela Vida foi tema de audiência pública
realizada pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Na ocasião,
representantes da sociedade civil elencaram falhas na gestão da segurança
pública estadual que seriam encaminhadas ao Governo do Estado e debatidas nesta
quinta.
Proposta –
Dois assentos para a Assembleia Legislativa no comitê gestor do Pacto pela Vida
serão solicitados pela Bancada de Oposição em projeto de lei, que será
apresentado na próxima segunda (29). O anúncio foi feito por Sílvio Costa
Filho, no início do Grande Expediente Especial. “A ideia é que as
representações sejam feitas com um deputado do Governo e outro da Oposição”,
explicou.
