A
Semana de Extensão promovida pelo Centro de Ensino Superior de Arcoverde, ESSA
e AESA, tem na noite desta quarta-feira (24), mais um lançamento literário. Acontece
logo mais, às 18h00, na Biblioteca da autarquia e às 19h30, no Auditório, o lançamento
do livro "As brigadas muralistas e as campanhas de Arraes", escrito
pela Professora Elizabeth Remígio.
A
professora lecionou no CESA, deixando sua marca na docência e agora volta com
esta obra sobre a política de nosso estado, revela o Professor Franklin Freire,
direto do Centro de ensino. Segundo Freire, no segundo momento do lançamento, no auditório da AESA, haverá uma palestra sobre o tema do livro.
Fruto
de uma tese para o mestrado em História Social da Cultura da Universidade
Federal Rural de Pernambuco, “As brigadas muralistas” é considerado pelo
jornalista e Secretário de Imprensa de Pernambuco, Evaldo Costa (que assina
texto da orelha do livro) o mais completo documento sobre a Brigada Portinari:
“Amparada em sólida base teórico-metodológica, a autora coloca em perspectiva
as motivações dos artistas, avalia o alcance do trabalho enquanto força
mobilizadora da energia das massas e põe tudo isso num contexto carregado de
tensões e de esperanças, num mundo em movimento, num país ou, como diria
Glauber, numa terra em transe.”
História
- As brigadas de Pernambuco surgiram, nos muros das cidades do Recife e de
Olinda, como uma alternativa de propaganda política aos dispositivos impostos
ainda no período da ditadura civil-militar. Esse movimento não se restringiu
apenas ao jogo político, pois significou para os artistas locais uma
oportunidade expor suas obras em grandes painéis ao ar livre, aproximando a
arte da população. As pinturas murais elaboradas pelas brigadas para os
partidos políticos representavam um projeto cultural presente nas lutas
político-ideológicas do processo de redemocratização do Brasil.
A partir dessa perspectiva, esta obra analisa os murais brigadistas de duas campanhas eleitorais: 1982 (momento de criação da primeira brigada muralista), 1986 (surgimento de novas brigadas). Neste livro, as fotografias dos murais são utilizadas para estabelecer uma relação entre política e cultura e propor um entendimento desses painéis como um campo de disputas e experimentações artísticas.
A partir dessa perspectiva, esta obra analisa os murais brigadistas de duas campanhas eleitorais: 1982 (momento de criação da primeira brigada muralista), 1986 (surgimento de novas brigadas). Neste livro, as fotografias dos murais são utilizadas para estabelecer uma relação entre política e cultura e propor um entendimento desses painéis como um campo de disputas e experimentações artísticas.
