quarta-feira, 12 de abril de 2017

Odebrecht: propina para Eduardo Campos e Aldo Guedes foi de R$ 5 milhões

         Despacho do relator da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, começa a trazer à tona detalhes do tão esperado conteúdo da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, em Pernambuco, João Antônio Pacífico, que tinha livre trânsito junto ao governo do Estado. É o que revela o blog de Noelia Brito.

Segundo o delator, apenas para as obras da Adutora de Pirapama, a Odebrecht teria pago uma propina de R$ 5 milhões ao ex-governador Eduardo Campos e a seu sócio e ex-presidente da estatal Copergas, Aldo Guedes Álvaro. 

Na petição, Fachin diz que o delator João Pacífico teria revelado “a formação de ajuste para fixação artificial de preços e controle de mercado relativamente à obra da adutora de Pirapama, na Região Metropolitana do Recife, entre os anos de 2007 e 2008”. O relato seria corroborado pelo subordinado de João Pacífico, Carlos Fernando do Vale Angeiras. Pelos relatos, a comissão de Eduardo Campos e Aldo Guedes seria de 3% dos valores dos contratos que o grupo Odebrecht mantinha com o Estado.

As investigações devem prosseguir perante a Justiça Federal de primeira instância, já que Guedes não tem foro privilegiado, conforme determinação do ministro Fachin na Petição nº 6724.