Despacho
do relator da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, começa
a trazer à tona detalhes do tão esperado conteúdo da delação premiada do
ex-executivo da Odebrecht, em Pernambuco, João Antônio Pacífico, que tinha
livre trânsito junto ao governo do Estado. É o que revela o blog de Noelia Brito.
Segundo
o delator, apenas para as obras da Adutora de Pirapama, a Odebrecht teria pago
uma propina de R$ 5 milhões ao ex-governador Eduardo Campos e a seu sócio e
ex-presidente da estatal Copergas, Aldo Guedes Álvaro.
Na
petição, Fachin diz que o delator João Pacífico teria revelado “a formação de ajuste
para fixação artificial de preços e controle de mercado relativamente à obra da
adutora de Pirapama, na Região Metropolitana do Recife, entre os anos de 2007 e
2008”. O relato seria corroborado pelo subordinado de João Pacífico, Carlos
Fernando do Vale Angeiras. Pelos relatos, a comissão de Eduardo Campos e Aldo
Guedes seria de 3% dos valores dos contratos que o grupo Odebrecht mantinha com
o Estado.

