Apesar
de pregar transparência em seus discursos, o governador Paulo Câmara (PSB),
ainda não autorizou a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) a abrir
investigação sobre o episódio em que um manifestante foi baleado pela PM, em
Itambé. A revelação é do Presidente da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos
e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o
deputado estadual Edilson Silva (PSOL).
O
parlamentar foi até a sede da Corregedoria, no bairro da Boa Vista, na área
Central do Recife, para colher informações sobre as apurações e se surpreendeu
com a informação, repassada pelo corregedor-geral Antônio de Pádua.
De
acordo com o corregedor, como dois dos três investigados são oficiais - exceto
o soldado que disparou contra o manifestante -, o órgão precisa de uma
autorização do governador Paulo Câmara para dar início aos procedimentos
investigativos, o que ainda não ocorreu.
A
informação é que o pedido foi encaminhado pela Corregedoria ao jurídico da SDS
no último dia 23 de março. Da SDS, o ofício foi encaminhado à
Procuradoria-Geral do Estado (PGE), na última segunda-feira (3). Durante todo
esse período, a Corregedoria não obteve nenhum retorno.
"Somente
o governador tem a prerrogativa de autorizar a abertura de um processo de
investigação e licenciamento de oficiais. Então, o corregedor não pode de
ofício abrir este processo. Desde o dia 23 de março que a corregedoria deu
ciência da necessidade de uma investigação ao Governo do Estado e, até então, o
governador ainda não autorizou. O fato incentiva a impunidade na Polícia
Militar", criticou o psolista.
