
A
vereadora da oposição ao governo Madalena Britto (PSB), Zirleide Monteiro (PTB),
defendeu na sessão desta segunda-feira (20) que a nova Secretaria de Cultura promova,
a partir de sua criação, um debate aberto com os integrantes do Movimento
Cultural do município para traçar uma verdadeira política cultural para a
Capital do Samba de Coco.
Ela
relembrou a história do movimento, desde as primeiras manifestações ocorridas
no ano de 1984, a exatos 33 anos, quando os artistas foram as ruas protestar
contra a transformação do Cinema Bandeirantes em um supermercado e defenderam a
manutenção do prédio como patrimônio cultural.
Zirleide
parabenizou a prefeita pela criação, mas lamentou que a nova pasta não tenha
surgido de uma discussão com todos os segmentos culturais do município.
“Precisamos
chamar os artistas e debater o que vamos fazer com o teatro que está fechado há
20 anos, sem nunca ter sido inaugurado? E o cinema Rio Branco, fechado há um
ano, totalmente reformado, mas que precisa de investimentos em equipamentos
modernos e, principalmente, de uma política de uso do seu espaço pela cultura.
E a estação da Cultura como será inserida nesse processo?”, questionou a
parlamentar.
Ela
questionou também sobre qual será o orçamento da nova pasta, já que no
orçamento de 2017, que já previa a criação da Secretaria de Cultura, ela está
com um orçamento geral de R$ 214 mil. Por outro lado, segundo a vereadora, o
Orçamento prevê, só com gasto de publicidade, um montante de R$ 700 mil. “Se a
cultura será o carro chefe, como essas dotações serão remanejadas? Ou não
serão? Afinal a comunicação está lá, dentro da Secretaria de Cultura como um
apêndice”, disse Zirleide Monteiro.
Ela
finalizou dizendo que “os artistas, agora tem um novo desafio que é o de
aprimorar esta Secretaria que estamos criando hoje, seja com políticas de
fomentos, definição de uma política cultural e aprimoramento da estrutura
orgânica da pasta que a nossa cultural, os nossos artistas, sejam as
verdadeiras estrelas desta conquista e brilhem, cada vez mais, em nosso Estado,
em nosso País e no Mundo”.