O
crescimento de 43% no número de homicídios entre os anos de 2015 e 2016 em
Arcoverde apontado em reportagem da Folha das Cidades foi tema de discurso da
vereadora oposicionista na Câmara Municipal, Zirleide Monteiro (PTB). Ela lamentou
que o governo do Estado não tenha garantido mais empenho e recursos para
Arcoverde enfrentar a violência durante sua passagem pela cidade, sábado
passado.
Para
a vereadora trabalhista, os dados são “um retrato
do desmantelamento da força pública, da falta de condições de trabalho, de desvalorização
dos policiais militares que estão diretamente de frente com o crime”. Ela também
citou que nos municípios que integram a 19ª Área Integrada de Segurança
registraram em 2016 um aumento de 78% no número de homicídios, computando 53
assassinatos a mais que 2015.
Falando
ainda da visita ao governador Paulo Câmara (PSB) durante a terceira etapa do
Programa Pernambuco em Ação, Zirleide disse “neste sábado passado, o governador
anunciou mais seis viaturas e mais alguns policiais para Arcoverde, é bom, mas
precisa mais, até porque viaturas até tem, e é pra toda a região, porém estão
quebradas, a espera que o Estado pague os consertos”.
Segundo
informações repassadas à vereadora, até bem pouco tempo pelo menos mais de dez
viaturas estavam em oficinas de Arcoverde a espera de recursos para que fossem
consertadas, sem contar o fato que as que circulam precisam muitas vezes serem
socorridas pelo empresariado local.
A
vereadora pediu a presidente da casa, a vereadora Célia Almeida (PSB), que desse
urgência ao funcionamento da comissão de segurança e paz. “Faz-se urgente que
essa comissão suprapartidária funcione. Reúna a sociedade senhora presidente,
seja a condutora desse processo, busque das autoridades respostas e soluções e
juntos, todos os vereadores, independente de partidos ou de ser governo ou
oposição, pois a segurança de nosso povo tem que está acima de tudo isso”,
concluiu Zirleide Monteiro.
Após
o discurso, a vereadora Célia disse que ainda esta semana marcaria a primeira
audiência com representantes das forças de segurança, políticos, sociedade e
governo para que a comissão busque os melhores caminhos para enfrentar a
violência na cidade.