terça-feira, 28 de março de 2017

MPPE cobra critérios para nomeação de comissionados da prefeitura de Caruaru

           O Ministério Público de Pernambuco quer que a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB) estabeleça critérios objetivos para a nomeação dos cargos comissionados, especialmente o requisito de escolaridade para investidura, sua lotação e descrição das atividades desempenhadas para cada um dos 523 cargos em comissão criados pela lei n°5.843/2017 (popularmente conhecida como a Lei da Reforma Administrativa).

Para o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Caruaru, Marcus Tieppo, o Poder Executivo poderia extinguir os cargos em comissão desnecessários, prescindindo de lei para tal, caso este fosse o interesse da Administração Municipal em diminuir a despesa com pessoal.

O que se observou com a publicação da nova lei foi um aumento da despesa pública, com substancial aumento dos salários dos comissionados e a gravíssima situação decorrente da criação de cargos comissionados de gerente, coordenadores, assistentes e assessores sem qualquer descrição de suas atividades, dos elementos ensejadores de suas necessidades individuais, ou até mesmo do pré-requisito para a investidura. Ou seja, diminuiu o número de cargos em comissão, mas aumentou os salários de um jeito que elevou a despesa com o Pessoal.

O MPPE também recomenda que a prefeita se abstenha de realizar as nomeações derivadas da lei n°5.843/2017 antes da edição do ato normativo, como também se abstenha de designar ou permitir que se designe ocupantes de cargos comissionados para o exercício das funções compatíveis com cargo de provimento efetivo.

Recomenda-se ainda que a gestora municipal deve garantir a ampla publicidade da medida contida na recomendação, na Administração Direta e Indireta Municipal, a fim de dar ciência aos servidores.