Em
acordo costurado com o presidente Michel Temer nos últimos dias,
o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou no
destaque da pauta do plenário para esta terça-feira (21) o projeto de lei que
permite a terceirização de todas as atividades da empresa.
Maia
admitiu que a reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer é mais
fácil de ser aprovada na Câmara quer a reforma da Previdência, e disse que já
estabeleceu um calendário, colocando a votação da trabalhista na primeira
quinzena de abril.
Líderes do
governo no Congresso ressaltam que a reforma trabalhista é um projeto de lei
ordinária e que, por isso, depende apenas de maioria simples para ser aprovada
(metade dos deputados votantes, com quórum mínimo de 257) e que passaria mesmo
com o apoio de 129 parlamentares. Já a reforma da previdência exigiria dois turnos
de votação em plenário e quórum mais elevado, com no mínimo 308 dos 503 votando
a favor do projeto.
Para
o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), vice-líder do partido, a abertura da
terceirização para mais áreas de uma empresa vai prejudicar o trabalhador.
"O empresário poderá demitir um funcionário que tem carteira assinada
com a sua empresa e contratar uma outra empresa para prestar aquele serviço.
Com certeza, o trabalhador terá um salário menor, pois a empresa terceirizada
buscará ter lucro", afirma.
