A
falta de chuva na zona rural piorou a situação dos reservatórios no Sertão de
Pernambuco. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas E Clima (Apac), dos
39 reservatórios localizados no Sertão do estado, 36 estão em colapso, como
menos de 3% do volume útil. Já dos 185 municípios pernambucanos, 126 decretaram
estado de emergência por causa da seca prolongada. Arcoverde é um deles.
Em
Petrolina, tem locais, como o povoado Uruás, aonde a última vez que o açude
local encheu foi em 1992, tendo 8 Km de distância e 10 metros de profundidade
segundo testemunho de agricultora ao site G1PE.
O
meteorologista Mário de Miranda explica que desde o ano de 2011 as chuvas
diminuíram drasticamente no Sertão pernambucano. "Em média no Semiárido, o
ciclo de chuvas dura 13 anos. Em média nós temos de quatro a cinco anos de
chuvas acima da média, quatro a cinco anos de chuvas abaixo da média, dois,
três dentro da média, um pouco abaixo ou um pouco acima em determinados anos.
Esse ciclo ele não é de 13 anos, ele é variável, mas ele existe e sempre
vai se repetir.
Segundo
Mário, a tendência é que a situação melhore nos próximos meses. A expectativa é
que vão ocorrer chuvas no mês de março e de abril. A partir de maio ainda não
tem uma previsão. Pela estatística, nós estamos na fase de transição, para
mudar desse ciclo baixo, da fase com pouca chuva. A tendência nos próximos anos
é a região atinja esse período de maior ocorrência de chuva.
Arcoverde – Em Arcoverde, em março de 2014 o reservatório do
Riacho do Pau entrou em colapso, tendo sido suspensa a retirada de água para a
população que ficou sendo abastecida apenas pela Adutora do Jatobá. Em junho de
2016, o açude chegou a acumular mais de 5% de sua capacidade o que garantiu uma
melhoria no abastecimento até novembro, quando entrou novamente em colapso. E a
situação pode ficar mais crítica, já que informações preliminares dão conta que
a vazão dos poços profundos de Ibimirim vem diminuindo com o prolongamento da
seca.

