quarta-feira, 29 de março de 2017

Júlio dá parecer favorável a doação de terreno para prefeitura de Arcoverde

             Apesar de ter sido aprovada pela unanimidade dos votos, a redação do Projeto de Lei nº 1238/2017 causou divergências durante sua discussão no colegiado. De autoria do Poder Executivo, a proposta visa transferir à Prefeitura de Arcoverde (Sertão do Moxotó) terreno de cinco hectares para implantação de projetos que fomentem o desenvolvimento do município. A matéria já foi aprovada Comissão de Justiça, na última segunda (27).

Na análise do relator do PL no colegiado, Júlio Cavalcanti (PTB), a proposta carece de explicação sobre a destinação do terreno. “O texto continua sem especificar quem será o particular beneficiado com a doação. Já que está em regime de urgência, considero que o processo seria mais rápido se já explicitasse para quem a prefeitura doará o terreno”, opinou. 

Para Júlio Cavalcanti, “o projeto, caso se concretize de instalação de um shopping, é muito importante para Arcoverde, beneficiando muitas pessoas e gerando centenas de empregos na região”. Nossa discordância não era em relação a doação, mas a falta de clareza por parte do governo do estado quanto ao grupo econômico que será beneficiado com valioso terreno localizado à margem da BR 232”.  

 “A interiorização do desenvolvimento sempre foi uma de nossas principais bandeiras, desde o primeiro mandato. Esperamos que o município realmente transforme aquela área valiosíssima em um pólo de desenvolvimento e ficaremos atento como será essa eventual transferência deste importante terreno para particulares”, concluiu Júlio Cavalcanti.

O Projeto - Integrantes da Comissão de Justiça divergiram sobre a doação de terreno do Estado, em Arcoverde, Sertão do Moxotó, que deve ser destinado à construção de um shopping center. A proposição transfere a área de cinco hectares para a prefeitura do município, que, por sua vez, pretende repassar o imóvel a particulares para edificação do centro comercial.

Na Comissão, os deputados Silvio Costa Filho (PRB) e Edilson Silva (PSOL) relataram preocupação com os termos em que está sendo efetuada a doação, que compararam a “assinar um cheque em branco” para o município. Silva criticou a ausência de informações que ajudem a fundamentar a apreciação da matéria, como a projeção dos impactos econômicos produzidos pela construção e pelo funcionamento do centro comercial. “Temos de definir parâmetros para que o Legislativo Estadual possa fiscalizar a utilização desse terreno”, propôs o psolista.

Romário Dias (PSD) afirmou que a Assembleia pode estar “dilapidando o patrimônio público”, caso não analise cuidadosamente a eventual transferência do imóvel para particulares. O deputado lembrou, como exemplo, a doação de áreas no entorno da Arena de Pernambuco para a construtora Odebrecht.  “É uma região extremamente valorizada. Mas a cessão dos terrenos não gerou, até agora, nenhum empreendimento”, observou.