Numa
reunião bastante participativa, cerca de 20 profissionais de odontologia
vinculados aos serviços públicos e privados, debateram as condições de
trabalho, direitos e propostas de encaminhamento para fortalecer a luta por
melhores condições de atuação e da qualidade de atendimento para a população
arcoverdense. A reunião aconteceu na Câmara de Vereadores e teve como
palestrante especial o presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de
Pernambuco - SOEPE, Ailton Coelho de Ataide Filho. O encontro também definiu a
criação de uma representação do sindicato em Arcoverde.
Em
outro ponto levantado pelos profissionais de odontologia de Arcoverde, foi
questionado a decisão da exigência de ponto apenas para os odontologistas. Para
o representante do sindicato, a exigência tem que ser para todos os
profissionais da rede básica: odontologistas, médicos, enfermeiros e demais
profissionais que lá atuarem. Segundo alguns profissionais presentes, apenas os
odontologistas vem cumprindo com o expediente determinado de 4 dias, sendo um
para estudos. No tocante aos aprovados no último concurso, eles cobram uma
posição, que deverá ser protocolada pelo sindicato, quanto a prometida
gratificação de até 200%. Questionaram também porque com o concurso ainda em
vigor a prefeitura tem efetuado contratos temporários com profissionais de
odontologia. Pelo menos quatro profissionais teriam sido contratos em
detrimento de aprovados no concurso que estão na fila de espera. A categoria
também defendeu a criação de um 3º turno, flexibilização de horários,
prontuário unificado com médicos e enfermeiros e isonomia para salário base.
Na
pauta, as condições de trabalho, salários, turnos de trabalho, isonomia e
outras questões relativas a acordos e mudanças a prometido em edital de
concurso. O encontro teve ainda a participação dos vereadores Heriberto do
Sacolão (PTN) e Zirleide Monteiro (PTB).
Ailton
Coelho abordou vários temas que levantavam dúvidas nos odontologistas presentes
ao encontro. Eles questionaram que os profissionais de odontologia que hoje
trabalham na prefeitura de Arcoverde e que na época em que foi formalizada a
adesão ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção
Básica (PMAQ) não estavam no quadro de funcionários da prefeitura não estariam
recebendo os incentivos financeiros do programa. Segundo o grupo organizador do
evento, somente 30% dos atuais dentistas que trabalham na rede de saúde do
município tem direito a receber. O presidente do sindicato disse que toda essa
questão seria analisada pelo jurídico da entidade, mas que para ter êxito era
importante a participação dos profissionais dentro do sindicato, pois, somente
assim, teriam força e poder para reivindicar e conquistar melhores
condições de trabalho.
Em
sua fala, Ailton Coelho também destacou que Arcoverde tem hoje uma deficit de
50% no número de odontologistas atuando na rede básica de saúde do município
que conta, hoje, com cerca de 18 profissionais. A meta do Ministério da Saúde é
de um odontologista para cada 2.000 pessoas. Ele também lamentou que Arcoverde
pague um piso baixíssimo para os profissionais de odontologia (R$ 1.500,00),
quando na iniciativa privada o piso para quem trabalha 20h é de R$ 3 mil e quem
atua por 40h semanal chega a R$ 6 mil. Outro ponto levantado na reunião foi
justamente a questão do piso (R$ 1.500,00) que é o mesmo tanto para quem tem
vínculo de 20h como de 40h. Uma outra questão é a diferença entre a
gratificação que os profissionais das unidades de saúde básica recebem do SUS.
A gratificação dos odontologistas é de 76%, já a dos enfermeiros, por exemplo,
é de 100%.
Em
outro ponto levantado pelos profissionais de odontologia de Arcoverde, foi
questionado a decisão da exigência de ponto apenas para os odontologistas. Para
o representante do sindicato, a exigência tem que ser para todos os
profissionais da rede básica: odontologistas, médicos, enfermeiros e demais
profissionais que lá atuarem. Segundo alguns profissionais presentes, apenas os
odontologistas vem cumprindo com o expediente determinado de 4 dias, sendo um
para estudos. No tocante aos aprovados no último concurso, eles cobram uma
posição, que deverá ser protocolada pelo sindicato, quanto a prometida
gratificação de até 200%. Questionaram também porque com o concurso ainda em
vigor a prefeitura tem efetuado contratos temporários com profissionais de
odontologia. Pelo menos quatro profissionais teriam sido contratos em
detrimento de aprovados no concurso que estão na fila de espera. A categoria
também defendeu a criação de um 3º turno, flexibilização de horários,
prontuário unificado com médicos e enfermeiros e isonomia para salário base.
No
encontro ficou definido, por voto unânime, a formação de uma Representação do
Sindicato dos Odontologistas do Estado de Pernambuco em Arcoverde, formada por
seis profissionais, sendo 03 masculinos e 03 femininos. Já no início de março,
durante a primeira reunião ordinária do SOEPE, a Representação de
Arcoverde será ratificada e passará a representar a categoria dos
odontologistas no município.
Falando
em nome da Casa legislativa, particularmente como bancada da oposição, a
vereadora Zirleide Monteiro defendeu as reivindicações dos odontolgistas e
disse que vai seguir em frente com a bandeira da implantação de um Plano de
Cargos e Carreiras para todos os servidores municipais. Disse ainda que seu
mandato está à disposição das reivindicações dos odontologistas e dos
servidores públicos municipais.
Finalizando,
o presidente do sindicato, Ailton Coelho, definiu que vários ofícios serão
enviados a prefeita do município e secretários de Saúde e Administração para
tratar das demandas dos profissionais de odontologia em Arcoverde.Para os
odontologistas presentes, o mais importante é buscar uma solução em comum
acordo com o poder público que atenda as necessidades e direitos da categoria,
garantindo assim um maior e melhor atendimento a população que é carente desse
serviço.

