O
presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, Albérisson
Carlos, convocou a tropa a rejeitar a proposta de reajuste salarial enviada
pelo governador Paulo Câmara à Assembleia Legislativa e, ao mesmo tempo, manter
a “operação padrão” iniciada há mais de 30 dias.
Ele
garantiu que não é propósito da PM fazer greve, porém o Governo do Estado, como
esse projeto de lei “ridículo”, está forçando os policiais a cruzarem os braços
às vésperas do Carnaval.
Albérisson
Carlos disse também que o projeto não garante a isonomia salarial entre as
Polícias Civil e Militar e que os seus grandes beneficiários são apenas os
coronéis, que terão seus soldos reajustados em até R$ 10 mil até dezembro do
próximo ano, o que não acontecerá com quem está no topo de carreira.
O
Governo do Estado contesta as afirmações do presidente da ACS dizendo que o
projeto representa “o maior acordo de valorização funcional da história de
Pernambuco, no momento em que o Brasil passa pela maior crise financeira da
história, da qual o nosso Estado não está imune”.
Para
os policiais, com a medida, na realidade os salários iriam diminuir, e muito,
por conta da extinção do Risco de Vida e Auxílio Transporte, além dos descontos
do Funafin, de 13,5℅, e do Imposto de Renda de 22,5℅. Daria no total 36% de
descontos e menos R$ 900 gratificações (risco de vida e auxílio transporte).

