O
site da revista Isto É traz uma reportagem que detalha toda a personalidade da
presidente do Supremo Tribunal Federal e como ela colocou o Juiz Sérgio Moro no
seu lugar. Abaixo um trecho da reportagem e o link para você acessar e ver a
reportagem completa.
“Do Supremo cuido eu”
A morte em um fatídico acidente de
avião do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo
Tribunal Federal, acomodou uma nuvem cinzenta sobre futuro das investigações do
maior esquema de corrupção já descoberto no País. Além de acumular em seu
gabinete mais de 50 inquéritos e ações penais da Lava Jato, o ministro tinha em
seu poder a explosiva delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. E estava
prestes a homologá-la. Na esteira da tragédia, enquanto o meio político não só
fazia figa para ganhar um fôlego, como já se articulava para jogar o fim do
mundo para além das festas momescas, advogados da empreiteira manifestavam
preocupação com um adiamento indefinido dos processos. Os procuradores, por seu
turno, manifestavam dúvidas se o novo ministro relator reuniria condições técnicas
e isenção ética para levar adiante a operação.
Em meio a esse mar de
incertezas, emerge como voz altiva da República a presidente do STF, Cármen
Lúcia. Na última semana, coube à ministra avocar para si a condução da Lava
Jato, acelerar a chamada “mãe de todas as delações” e assumir as rédeas do STF
nas articulações para escolha dos novos ministro e relator. Foi como se as
placas tectônicas, alvoroçadas em Brasília, se reacomodassem naturalmente, após
o tsunami. A autoridade serena de Cármen e sua genuína firmeza, a se imporem
perante o caos, ou a proximidade dele, bastaram. Fez-se a calmaria.
Durante o
velório de Teori, realizado em Porto Alegre (RS), a presidente do STF daria o
primeiro e talvez mais contundente sinal de que, sim, ela mataria a crise que
se avizinhava no peito. Em um dado momento, o juiz federal Sérgio Moro,
responsável pela Lava Jato na primeira instância, cumprimentou a magistrada e
comentou esperar que ela decidisse com serenidade a escolha do novo relator do
caso. Ladeada por colegas, a ministra respondeu a Moro: “Do Supremo cuido eu”.
http://istoe.com.br/do-supremo-cuido-eu
PUBLICIDADE
