Mais
seis estados, totalizando 20 unidades da federação, registraram casos suspeitos
de microcefalia, que já somam 2.041 notificações neste ano. Desse total, porém,
134 diagnósticos de malformação do cérebro relacionado ao vírus zika foram
confirmados, 102 acabaram descartados e 2.165 continuam em investigação,
segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta
terça-feira.
Pela
primeira vez, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo, Pará, São Paulo e Rio
Grande do Sul aparecem no boletim epidemiológico do governo federal.
Pernambuco, onde a epidemia foi inicialmente identificada, continua com o maior
número de notificações: 874 sendo investigadas, 29 confirmadas e 17
descartadas. O Rio de Janeiro tem 57 casos sendo apurados -- 34 a mais que o
registrado no último boletim do governo federal, divulgado na semana passada.
Desde
o último balanço, uma semana atrás, o número de casos suspeitos subiu cerca de
15%, passando de 1.761 para 2.041. Até então, segundo a pasta, o Brasil tinha
menos de 200 registros de microcefalia por ano em todo o território nacional. O
surto levou o governo federal a decretar, em 11 de novembro, emergência em
saúde pública de importância nacional. Em seguida, veio a confirmação de que a
malformação estava relacionada ao vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes
Aegypti.
O
número de bebês que morreram com microcefalia suspeita de ter sido causada pelo
zika também aumentou, de 19 casos, até o balanço anterior, para 27, dos quais
26 estão em investigação e uma morte já foi confirmada. Houve ainda dois
óbitos, ambos no Rio de Janeiro, que acabaram descartados pelas equipes de
saúde. É a primeira vez que o Ministério da Saúde divulga o boletim com o
número de casos descartados, segundo protocolos definidos recentemente.
O
boletim mostra que a suspeita de microcefalia relacionada ao zika já chegou a
549 municípios de 20 unidades da federação em 2015. Em 18 estados, segundo a
pasta, está comprovada a circulação do vírus, mas todo o país corre perigo,
alerta Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças
Transmissíveis do Ministério da Saúde.
Todos
os estados do Nordeste, com exceção de Sergipe, além de Roraima, Pará,
Amazonas, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, já
registraram casos de transmissão interna. São locais em que a circulação do
zika está provada.
O
repelente que o governo anunciou que distribuiria a grávidas ainda está em fase
de negociação para ser adquirido, segundo o diretor do Departamento de
Vigilância do Ministério da Saúde. De acordo com Maierovitch, a pasta se
reunirá esta semana com produtores para verificar custos, capacidade de
produção, entre outros detalhes. Ele procurou não focar no repelente como uma
ação importante da política. O globo.
