O blog
da Noelia Brito revela hoje que fontes palacianas deixaram escapar que o clima
é de velório no ninho pombista, com as buscas e apreensões realizadas nas
empresas do militante do PSB, Aldo Guedes, sócio do finado governador Eduardo
Campos na Fazenda Esperança, em Brejão e homem de sua inteira confiança, desde
os tempos em que Campos foi secretário da Fazenda do avô, Miguel
Arraes.
Algo
Guedes pediu afastamento do cargo de presidente da Copergas, empresa do governo
de Pernambuco, dirigida por este, desde 2007, tão logo se noticiou que sua casa
e suas empresas particulares, foram alvos das buscas e apreensões da Operação
Politeia, que aqui em Pernambuco foi apelidada de "Operação
Lava-Jatinho".
O
sócio de Campos fora apontado em matéria do Estadão como intermediador da
compra do jatinho onde o ex-governador sofreu o acidente fatal e no qual a
ex-candidata Marina Silva chegou a viajar em campanha.
Ainda segundo as fontes palacianas consultadas pelo Blog da Noelia, embora Aldo Guedes dirija uma empresa ligada ao Estado de Pernambuco, um dos mais abalados com a chegada da Lava-Jato aos seus negócios de importação e exportação seria o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, que foi chefe de Aldo Guedes quando secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco do governo Campos, função que acumulava com a de presidente de SUAPE, logo antes de deixar o cargo para se candidatar à prefeitura do Recife, já que a Copergas é diretamente subordinada àquela Secretaria estratégica na captação de negócios e investimentos para o Estado, notadamente em SUAPE.
O
presidente do PSB e secretário de governo de Geraldo Júlio, Sileno Guedes,
inclusive, apressou-se em soltar nota, em nome do Partido, em solidariedade em
defesa de Aldo Guedes em conjunto com a feita para o senador Fernando Bezerra
Coelho, também alvo da Operação, por ter pedido R$ 20 milhões ao ex-diretor da
Petrobras, Paulo Roberto Costa, para a campanha de reeleição de Eduardo Campos.
A
Polícia Federal, que vinha investigando as movimentações de Guedes desde o
acidente com Campos, em razão da desconfiança de que o sócio do ex-governador,
já falecido, tivesse funcionado como operador da compra do CESSNA da campanha
do presidenciável, realizou busca e apreensão na empresa Contábil Service,
que presta serviços há mais de 20 anos para as empresas de Aldo Guedes. Na
empresa de contabilidade, a PF apreendeu documentos relacionados principalmente
à Jacarandá Negócios e Participações, uma das 7 empresas registradas em nome do
empresário, de acordo com dados da JUCEPE.
Outra
empresa que teve documentos apreendidos pela Operação Lava-Jatinho, foi a
Grillo Presentes, na Imbiribeira, da esposa do empresário e que apresentou um
crescimento exponencial durante o governo Campos, quando Aldo Guedes passou a
ter papel de destaque nos negócios governamentais.
Uma
das sete empresas inscritas da JUCEPE como pertencentes a Aldo Guedes cujas
atividades são ligadas a inportação e exportação foi encerrada no dia
1912/2014, há pouco tempo, portanto. Trata-se da Sonho Meu Comércio Importação
e Exportação Ltda. Me. De Noelia Brito.

