A
explosão da microcefalia no Brasil continua e o número de bebês que nascem
com a deficiência não para de aumentar. Em uma semana, a doença se alastrou de
forma considerável: de 2.401 para 2.782 casos. No mesmo período de sete dias,
as notificações se espalharam para 69 municípios que ainda não haviam
registrado casos.
Em
Pernambuco os casos já chegam a 1.031, liderando o ranking nacional seguido da
Paraíba (429), Bahia(271), Rio
Grande do Norte (154), Sergipe (136)
e Ceará (127).
Os casos se distribuem em 618 municípios de 20 unidades da Federação. Das 27
unidades federativas do Brasil, até agora, só não há casos de microcefalia em Acre, Amapá, Amazonas, Paraná, Rondônia, Roraima e Santa
Catarina.
Investiga-se
a relação entre casos de microcefalia (má-formação cerebral que pode
trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança) e o
vírus zika (transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite
a dengue e a febre chikungunya). O total de casos notificados
representa a maior incidência no país pelo menos nos últimos cinco
anos, período em que há divulgação oficial de dados da doença.
Para
efeito de comparação, em 2010 foram apenas 153 casos em todo o País e no ano
passado (2014) o Brasil registrou apenas 147 casos. Em 2015 veio a explosão de
casos que ganha dimensão de epidemia. 40 crianças morreram com microcefalia
desde o início da notificação dos casos, em novembro passado.
O
tipo e o nível de gravidade da sequela causada pela microcefalia vão variar
caso a caso. Tratamentos de reabilitação realizados desde os primeiros anos
melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança, mas em alguns
casos o portador da doença pode morrer com poucos dias ou meses de
vida. 134 casos deste ano tiveram confirmada relação com o vírus zika.