quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Casos de microcefalia em Pernambuco chegam a 1.031

            A explosão da microcefalia no Brasil continua e o número de bebês que nascem com a deficiência não para de aumentar. Em uma semana, a doença se alastrou de forma considerável: de 2.401 para 2.782 casos. No mesmo período de sete dias, as notificações se espalharam para 69 municípios que ainda não haviam registrado casos.

Em Pernambuco os casos já chegam a 1.031, liderando o ranking nacional seguido da Paraíba (429), Bahia(271), Rio Grande do Norte (154), Sergipe (136) e Ceará (127). Os casos se distribuem em 618 municípios de 20 unidades da Federação. Das 27 unidades federativas do Brasil, até agora, só não há casos de microcefalia em AcreAmapáAmazonasParanáRondôniaRoraima e Santa Catarina.

Investiga-se a relação entre casos de microcefalia (má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança) e o vírus zika (transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e a febre chikungunya). O total de casos notificados representa a maior incidência no país pelo menos nos últimos cinco anos, período em que há divulgação oficial de dados da doença.

Para efeito de comparação, em 2010 foram apenas 153 casos em todo o País e no ano passado (2014) o Brasil registrou apenas 147 casos. Em 2015 veio a explosão de casos que ganha dimensão de epidemia. 40 crianças morreram com microcefalia desde o início da notificação dos casos, em novembro passado.

O tipo e o nível de gravidade da sequela causada pela microcefalia vão variar caso a caso. Tratamentos de reabilitação realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança, mas em alguns casos o portador da doença pode morrer com poucos dias ou meses de vida. 134 casos deste ano tiveram confirmada relação com o vírus zika.