quarta-feira, 3 de julho de 2019

PIB de Pernambuco cresceu 1,2% no primeiro trimestre


              A indústria impulsionou o crescimento econômico de Pernambuco neste primeiro semestre de 2019 colocando-o à frente, inclusive, dos índices do país, em termos comparativos. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, o Produto Interno Bruto de Pernambuco, a preços de mercado (PIB/PE), cresceu 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 48,8 bilhões, em valores correntes, no período.

Comparando, a economia pernambucana apresentou um comportamento mais dinâmico do que a brasileira, cujo PIB nacional demonstrou crescimento de 0,5%. Os dados foram apresentados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

Em comparação aos primeiros trimestres dos dois últimos anos, também houve ascensão. Em 2017,o PIB/PE foi de 41,3 bilhões. Em 2018, R$ 47,7 bi. No ano de 2019 apresentou, portanto, um acréscimo de R$ 1,1 bi em relação a 2018. Uma elevação de 0,3%, no comparativo do 1º trimestre de 2019 com o trimestre imediatamente anterior, considerado o ajuste sazonal. Além do crescimento interno, o bom desempenho do Estado frente aos dados nacionais também não é novidade. As taxas de variação do PIB trimestral entre Pernambuco e Brasil evidenciam que nos últimos quatro trimestres, comparando-se aos quatro imediatamente anteriores, os índices foram de 1,8% para Pernambuco e 0,9% para o Brasil.

Segundo Rodolfo Guimarães, gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, o setor da indústria foi quem mais contribuiu para o crescimento do PIB do Estado. Contribuíram para esse desempenho os resultados positivos a indústria de transformação (5,8%) e a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (4,2%). A Construção civil, por outro lado, apresentou comportamento negativo (-0,9%). 

No setor de Serviços, os segmentos que mais contribuíram foram administração, saúde e educação pública (1,7%), além de atividades imobiliárias e aluguéis (3,1%). Por outro lado, comércio e intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados apresentaram dados negativos neste comparativo trimestral, -1,9% e -3,5%, respectivamente. No caso do comércio varejista, segundo a pesquisa mensal do comércio - PMC/IBGE, houve estabilidade no volume de vendas no denominado comércio varejista ampliado (0,2%).

Segundo Rodolfo, o crescimento do PIB pernambucano apresentar-se maior do que o brasileiro pode ser justificado, justamente, pelo comportamento da indústria, positivo em Pernambuco e negativo no Brasil. Ele credita o fato a setores relativamente novos como o automotivo e o refino de petróleo.

O economista André Magalhães, professor da Universidade Federal de Pernambuco, considera positivo o resultado da análise, mas acredita que é importante considerar o contexto em que estes dados se apresentam. Ressalta que o Estado está crescendo sobre uma base comprimida que apresentou queda grande em anos anteriores. Sobre a próxima avaliação, inclusive, ele acredita que os números irão além da estagnação: se apresentarão mais baixos.

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