sábado, 29 de junho de 2019

Procuradores citam 'tabelinha' com Moro

             Procuradores do Ministério Público Federal fizeram duras críticas à ética do então magistrado Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, em conversas trocadas por aplicativo durante e depois da campanha eleitoral de 2018, segundo afirma o site The Intercept Brasil. 

Nelas, procuradores questionam a decisão de Moro aceitar ser ministro do presidente Jair Bolsonaro, bem como a comemoração da mulher do ex-magistrado com a vitória do ex-capitão na eleição, considerada “erro crasso” por um deles. Uma das críticas à ida de Moro à Justiça parte da procuradora Laura Tessler, a que, segundo o Intercept, não seria considerada bem-vinda por Moro em audiência com o ex-presidente Lula.

Em um dos diálogos, de 1º de novembro de 2018, véspera do anúncio da ida de Moro à pasta da Justiça, um dos procuradores confessa, segundo o site, a prática de “tabelinha” entre o ex-magistrado e o Ministério Público, na qual Moro vai “absolvendo aqui para a gente recorrer ali”. A conversa se encerra com uma procuradora dizendo que “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”. 
Os procuradores citados na publicação responderam que “não têm” registro das conversas e o Ministério Público contestou que “o trecho do material enviado à Força-Tarefa não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Autoridades públicas foram alvo de ataque hacker criminoso, o que torna impossível aferir se houve edições no material alegadamente obtido. A Lava Jato é sustentada com base em provas robustas e em denúncias consistentes, analisadas e validadas por diferentes instâncias do Judiciário. Os integrantes da Força-Tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade”.

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