sábado, 29 de setembro de 2018

Brasileiras vão às ruas para dizer não a Bolsonaro


         Mulheres de todo o Brasil saíram às ruas neste sábado (29) para manifestar sua rejeição ao candidato de ultradireita Jair Bolsonaro, que voltou a gerar polêmica ao questionar sua eventual derrota nas eleições presidenciais de 7 de outubro.

Com um histórico de declarações misóginas, homofóbicas e racistas, Bolsonaro tem um índice de rejeição de 46%, em comparação com 32% de Haddad. Um dos principais focos de resistência à sua candidatura é o das mulheres, que lembram que em 2014 Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela "não merecia ser estuprada" por ser "muito ruim" e "muito feia", e que recentemente defendeu a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

#EleNão
Vários coletivos de eleitoras fizeram campanha nas redes sociais pela manifestação com a hashtag #EleNão. No início da tarde, milhares de mulheres se concentravam na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, e um grupo marchava pela Avenida Rio Branco para se unir a elas, indicaram jornalistas da AFP. Também houve atos de solidariedade em várias cidades europeias.

A ofensiva foi lançada pelo grupo do Facebook "Mulheres unidas contra Bolsonaro", que convocou as mulheres, independentemente de partido político, "contra o avanço e o fortalecimento do machismo, misoginia, racismo, homofobia e outros tipos de preconceitos".

"Ou a gente se une agora para brigar ou a gente vai se juntar para chorar", indicou em uma mensagem Ludimilla Teixeira, uma das administradoras do grupo. "Não podemos permitir que o fascismo avance no Brasil. Essa candidatura é nefasta", acrescentou. Na sexta-feira (28), a cantora Madonna se uniu à campanha, ao publicar no Instagram uma foto com as hashtags #EleNão e #endfascism.

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