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terça-feira, 12 de maio de 2026

Entre bactérias e ideologia: quando até o detergente vira campo de batalha política no Brasil

             Se ainda restava alguma dúvida de que o debate público brasileiro atingiu níveis inéditos de distorção, ela parece ter sido dissolvida — talvez com detergente. Nos últimos dias, uma decisão técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre falhas sanitárias em produtos da Ypê foi rapidamente transformada em mais um capítulo da guerra ideológica que domina o país.

A narrativa, no entanto, ganhou contornos que beiram o surreal: para alguns setores políticos, microrganismos identificados em processos produtivos parecem ter deixado de ser uma questão de saúde pública para se tornar, quase, agentes infiltrados de uma conspiração maior — quem sabe agora promovidos à categoria de “bactérias comunistas”, empenhadas em destruir a família, a moral e os bons costumes.

Sim, é esse o nível do debate.

A Anvisa determinou o recolhimento de produtos após identificar falhas graves no processo de fabricação, com risco de contaminação. Trata-se de um procedimento padrão em qualquer sistema minimamente funcional de vigilância sanitária — inclusive monitorado desde 2022, período que atravessa diferentes governos. Em três anos, a fábrica da Ipê foi notificada 3 vezes por irregularidades, tendo à frente da Anvisa um indicado do próprio ex-presidente Bolsonaro.

Mas, no Brasil polarizado, nem mesmo uma bactéria escapa da politização.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Cleitinho Azevedo e o vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo decidiram transformar o episódio em bandeira política, incentivando o consumo dos produtos nas redes sociais — ignorando, ou relativizando, os alertas sanitários.

A lógica parece simples: se há fiscalização, deve haver perseguição. Se há bactéria, talvez ela tenha partido político.

Foi nesse cenário que o jornalista Eduardo Oinegue, da BandNews FM e do Jornal da Band, trouxe um raro elemento ao debate: racionalidade.

“A Anvisa monitora a Ypê desde 2022 e, em parceria com a vigilância sanitária paulista, interrompeu a produção de uma fábrica... E um bando de idiotas decidiu espalhar que é perseguição aos donos da empresa, que apoiaram Bolsonaro.” disse Eduardo Oinegue, da TV Bandeirantes. Não é da Globo.

A fala de Oinegue expõe o contraste gritante entre o mundo real e o universo paralelo das redes sociais, onde evidências técnicas frequentemente perdem espaço para teorias convenientes.

Enquanto isso, vídeos de políticos lavando louça com detergente ganharam as redes, como se o ato doméstico fosse uma espécie de manifesto ideológico. Em uma das gravações, Cleitinho sugere que o governo deveria focar em outras pautas, como jogos online, em vez de “perseguir” empresas. Teve até gente bebendo detergente. O cúmulo da insanidade!

A comparação, além de deslocada, reforça a tendência de transformar qualquer tema — por mais técnico que seja — em instrumento de disputa política.

O episódio revela algo mais profundo do que uma simples controvérsia: a dificuldade crescente de separar fatos de narrativas. Quando uma recomendação sanitária vira motivo de militância, o risco deixa de ser apenas microbiológico — passa a ser institucional.

A ciência, nesse contexto, vira opinião. E a opinião, frequentemente, ignora a ciência.

No fim das contas, talvez a pergunta que reste não seja sobre detergentes ou bactérias, mas sobre o próprio estado do debate público no país.

Porque, se até microrganismos e bactérias estão sendo recrutados para disputas ideológicas, é legítimo perguntar: a que ponto chegamos? Imagem criada por IA

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Política à Mesa | Caso Claudelino: morreu antes de nascer e uma crise que expôs o Parlamento

            O episódio envolvendo o ex-vereador Claudelino Costa escancarou mais do que um embate político: revelou falhas de rito, tensão institucional e um ambiente que se afastou do papel essencial do Legislativo.

Tudo começou com a apresentação de uma denúncia que poderia resultar em um processo de cassação. Como prevê o rito da Câmara Municipal, esse tipo de procedimento passa por etapas bem definidas: análise inicial, votação de admissibilidade e, sendo aceita, a criação de uma Comissão Processante responsável por conduzir o caso.

Em todos os regimentos internos pelo país, o processo de cassação segue normas que exigem respeito ao devido rito legal, com etapas formais e garantias de defesa.

No caso de Arcoverde, o primeiro passo seria a análise da denúncia por uma comissão prévia, responsável por avaliar se havia elementos mínimos para que o processo seja aberto e siga adiante. Esse filtro inicial é essencial para evitar que denúncias sem fundamento avancem e comprometam o funcionamento da Casa. Fato ocorrido e que teve perecer favorável.

Caso superada essa etapa, caberia ao plenário decidir pela admissibilidade — momento em que os vereadores votariam se o processo deveria ser instaurado. Só então seria formada a Comissão Processante, responsável por apurar os fatos e apresentar relatório final. Fato que não ocorreu.

O desfecho, no entanto, veio antes de qualquer decisão do plenário. A renúncia de Claudelino Costa interrompeu o rito antes mesmo da votação de admissibilidade.

Na prática, isso significa que o processo de cassação sequer chegou a existir formalmente dentro da Câmara Municipal de Arcoverde. Sem mandato, não há objeto para cassação — e, consequentemente, não há como avançar com comissão processante.

O caso, portanto, foi encerrado no âmbito legislativo antes de nascer juridicamente, migrando para a esfera judicial, onde os fatos deverão ser apurados. Lá, caberão aos advogados fazerem suas defesas e seus pedidos de condenação ou inocência.

Apesar do encerramento formal, o episódio deixou marcas. A última sessão foi marcada por tumulto, uso controverso da Tribuna Livre e questionamentos sobre a condução dos trabalhos.

Quando o debate político ultrapassa os limites do regimento e do respeito institucional, o prejuízo não é apenas interno — é público. A Câmara deixa de ser espaço de deliberação e passa a ser palco de conflito, agressões.

E isso levanta uma questão inevitável: quem ganha com o caos?

Enquanto o “Caso Claudelino” se encerra no Legislativo, outro ponto segue aberto: a denúncia contra o presidente da Casa, Luciano Pacheco. Esse é o caso agora em vigor na Casa James Pacheco.

Independentemente da origem ou motivação da denúncia, caberá aos vereadores cumprir o rito, analisar com responsabilidade e garantir o devido processo legal. É assim que se preserva a instituição. Ninguém está livre de denúncias, principalmente quando se exerce cargo público.

A crise recente deixa um alerta claro: o parlamento não pode se perder em disputas que não levam a resultados concretos para a população. Não pode abrir espaço para que seus próprios integrantes e cidadãos sejam agredidos verbalmente.

A Câmara existe para legislar, fiscalizar e tratar dos interesses do cidadão — saúde, educação, obras e desenvolvimento econômico.

Turbulências como a registrada podem até interessar a alguns, mas certamente não interessam ao povo de Arcoverde. E é justamente esse povo que espera — e cobra — que a Casa retome seu verdadeiro papel.

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Opnião: O mesmo discurso, a mesma elite: da escravidão ao fim da escala 6x1

             Por Djnaldo Galindo*

Há um padrão incômodo na história do Brasil: toda vez que se propõe um avanço nos direitos dos trabalhadores, as elites econômicas recorrem aos mesmos argumentos — custo excessivo, perda de competitividade, risco de colapso. Não é novidade. Foi assim no século XIX, contra o fim da escravidão. Foi assim na época da CLT. E é assim agora, no debate sobre o fim da escala 6x1.

No passado, diziam que abolir o cativeiro quebraria a agricultura. Depois, que regulamentar férias e jornada inviabilizaria a indústria. Hoje, afirmam que dar dois dias de descanso ao trabalhador — como já ocorre em países mais produtivos — destruirá o comércio e o emprego. A cada momento, o mesmo roteiro: o lucro imediato de poucos é tratado como razão incontornável para a exploração de muitos.

O que essas elites ignoram é que trabalho exausto não é eficiente. A escala 6x1 não aumenta produtividade; apenas transfere o custo da má gestão para o corpo e a vida de quem trabalha. Países desenvolvidos operam com jornadas reduzidas e mais descanso sem quebrar. A diferença não está na eficiência, mas em quem arca com o peso da economia.

A história já mostrou que os "argumentos econômicos" contra direitos sociais quase sempre falham. A abolição não destruiu o país — destruiu o poder dos senhores de escravos. A CLT não inviabilizou a indústria — criou mercado consumidor. O fim da 6x1 não fechará empresas; apenas obrigará a uma organização mais justa do trabalho.

O que está em jogo, no fundo, é a recusa estrutural das elites brasileiras em enxergar o trabalhador como sujeito de direitos. Enquanto essa lógica prevalecer, cada conquista será precedida pelo mesmo medo fabricado — que nunca se confirma, a não ser para quem teme perder privilégios.

* Cientista político formado pela UNITER, formado em História pela AESA, ambientalista, integrante da ONG Coletivo Portal Encantado

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A guerra digital de 2026: quem vence o exército das redes em Pernambuco?

                  Às vésperas das eleições de 2026, a política pernambucana já não se trava apenas nos plenários, nas ruas ou nos palanques tradicionais. Ela acontece, sobretudo, nas telas dos celulares. Candidata à reeleição e envolvida em embates recorrentes com a Assembleia Legislativa, a governadora Raquel Lyra entra no ano decisivo amparada por um robusto ecossistema digital formado por sites, blogs e influenciadores patrocinados, cuja missão é clara: exaltar sua gestão e, ao mesmo tempo, desgastar a imagem do principal adversário, o prefeito do Recife, João Campos.

O fenômeno não é novo, mas ganhou escala. A cada rolagem de feed no Instagram, no X (antigo Twitter) ou no Facebook, surgem conteúdos com a mesma narrativa, o mesmo enquadramento e, muitas vezes, as mesmas palavras. Posts que enaltecem ações do governo estadual convivem com ataques diretos ou indiretos ao prefeito da capital, quase sempre em tom irônico, agressivo ou desqualificador. O chamado “exército digital” não atua por acaso — opera de forma coordenada, com pauta definida e objetivos estratégicos.

A disputa política migrou definitivamente para o campo algorítmico. Likes, compartilhamentos e reels bem editados passaram a ter peso semelhante — ou até maior — do que discursos institucionais. A governadora, pressionada por uma relação tensa com o Legislativo e por desafios administrativos, encontrou nas redes uma trincheira segura, onde o contraditório é combatido com volume, repetição e engajamento patrocinado.

Do outro lado do ringue está João Campos, jovem, popular, com forte apelo digital orgânico e herdeiro de uma tradição política que sabe dialogar com as massas. Prefeito de uma capital estratégica, ele também domina a linguagem das redes, mas, até aqui, aposta mais na comunicação institucional, na estética leve e na construção de imagem do que no confronto direto. Ainda assim, começa a sentir os efeitos do bombardeio virtual que tenta associar sua imagem a rótulos e fragilidades.

O embate revela uma mudança profunda na lógica eleitoral: não basta governar, é preciso narrar. E, mais do que isso, é preciso ocupar espaço, sufocar o adversário e pautar o debate público antes que ele aconteça de forma espontânea. A guerra é silenciosa, diária e muitas vezes invisível para quem não acompanha os bastidores da política digital.

Resta saber até que ponto essa estratégia será eficaz. O eleitor pernambucano, cada vez mais atento e desconfiado, começa a perceber quando a informação vira propaganda e quando a crítica se transforma em ataque coordenado. A saturação pode gerar efeito reverso, e o excesso de barulho nem sempre se converte em voto.

No fim das contas, 2026 não será decidido apenas nas urnas, mas nas timelines. A pergunta que fica — e que já ecoa nos corredores do poder — é direta e inevitável: qual exército digital vai vencer essa guerra?

GIRO DE NOTÍCIAS:

Saúde da coluna -

O Hospital San Camilo, em Arcoverde, inicia o ano de 2026 ampliando sua oferta de serviços médicos especializados e reforçando o compromisso com a saúde de excelência na região. A unidade abriu agenda para consultas com o Dr. Carlos Romeiro, médico especialista em cirurgia da coluna, referência em Pernambuco na área. O atendimento tem início marcado para o dia 27 de janeiro. Os atendimentos podem ser agendados pelo telefone (87) 99253-9130.

        Eleições 2026  

As eleições gerais de 2026 e os principais aspectos da legislação eleitoral estarão em destaque nesta terça-feira, 13 de janeiro, durante entrevista no programa Manhã Viva, da Rádio Agnus Dei. O convidado é o advogado Pedro Melchior, procurador adjunto da prefeitura de Arcoverde e integrante da banca Barros Advogados Associados, que será entrevistado pelo jornalista Tiago Felipe, a partir das 11h. Em pauta, o que determina a legislação eleitoral, as principais mudanças previstas, além do calendário oficial das eleições gerais de 2026.

Cobrança no Sertão - Sindicatos de servidores públicos usaram, na segunda-feira (12), um vídeo antigo da prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), para denunciar o que classificam como contradição entre discurso e prática da atual gestão em Floresta. O ato, organizado pelo Sinduprom e pelo Sindusmuf, percorreu ruas do centro da cidade, saindo da sede do sindicato e encerrando na Prefeitura. Servidores ativos e inativos participaram do protesto pacífico, mas duro no tom. Cobram o pagamento dos salários de dezembro. 

Reencontro de amigos - Nos próximos dias, Petrolina, no sertão de Pernambuco, será palco de um encontro que promete marcar um novo capítulo na política local. Fernando Bezerra Coelho e Júlio Lóssio, que têm uma história de rivalidade, se reunirão para uma conversa que vai além das disputas políticas. Um importante articulador político do grupo Coelho, que também já fez parte da equipe de Lóssio, confirmou que o foco do encontro não será a política, mas sim a reconciliação entre os dois. Júlio Lóssio já foi prefeito de Petrolina em dois mandatos e atualmente enfrenta um câncer. Disse que é a amizade que realmente importa. 

A culpa da saída – A recente ida do prefeito da Pedra, Junior Vaz (PV) para o futuro palanque do prefeito do Recife, João Campos (PSB), abandonando o barco da governadora Raquel Lyra (PSD), teria um nome. Uma das principais causas seria o comportamento de um assessor da governadora, que também é da Pedra, e ao invés de cativar o prefeito para fortalecer o palanque de Raquel, tratava o gestor como Popó, boxeador, dando umas diretas em Junior Vaz. A conta terminou sendo paga pela governadora.

 FRASE DO DIA

“Se queres prever o futuro, estuda o passado”. (Confúcio)


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Política à Mesa: O Jogo de xadrez do caso Claudelino entre a Câmara, o Inquérito e a Justiça

                O caso envolvendo o vereador Claudelino Costa voltou a temperar, e muito, os bastidores da política arcoverdense. Depois de meses de falatórios, suspeitas, vídeos que circulavam em grupos de WhatsApp e um zum-zum-zum insistente nos corredores da Casa James Pacheco, o inquérito policial finalmente foi concluído. No relatório entregue pela Polícia Civil no último dia 18 de novembro, o vereador foi indiciado por peculato-desvio, tendo como base um conjunto de provas que inclui vídeos, transferências bancárias e documentos que apontariam para negociações ilegais envolvendo cargos comissionados.

E Claudelino não está só nessa mesa. O empresário Micael Lopes também aparece como investigado no mesmo inquérito, sob o mesmo tipo penal: peculato. A lógica da investigação é simples — ainda que explosiva. Para a polícia, um seria beneficiado pela vantagem; o outro, o político, teria sido o agente que ofereceu o suposto esquema. Dois lados da mesma moeda.

Pois bem. Inquérito concluído, e o jogo político começa de fato. A defesa do empresário já fez seu lance: pediu que a Câmara retome — ou não — o processo que pode resultar na cassação do vereador. Pode a Câmara fazer isso? Claro que pode. Mas aí entra a pergunta crucial: deve fazer agora?

A resposta exige calma, porque os bastidores estão quentes, mas o Direito costuma andar em outra temperatura. E aqui entra a parte que muita gente ignora — ou prefere ignorar. O inquérito policial é só o primeiro passo. Só isso. Nada mais.

Depois da delegacia, o processo segue para o Ministério Público, que vai analisar se as provas apresentadas são suficientes para oferecer denúncia contra o vereador e o empresário. E se o MP não estiver convencido? Pode pedir mais diligências, buscar novas provas, aprofundar investigações. Ou seja: o inquérito não é sentença, não é condenação, não é nem mesmo acusação formal.

E se o MP denunciar, estamos no fim da linha? Também não.

A denúncia indo adiante, chega à Justiça. Aí sim começam os ritos, as defesas, as audiências, a fase probatória robusta. É nesse ponto que se julga a responsabilidade penal dos envolvidos — e é aqui que o jogo realmente vale ponto. E o resultado pode ser qualquer um: condenação, absolvição ou até arquivamento.

E nessa história toda, onde entra a Câmara de Vereadores?

A Casa James Pacheco pode, sim, atender o pleito da defesa, instaurar o processo de cassação e, ao final, cassar ou não o parlamentar. Mas aqui está o grande ponto do xadrez institucional: se a Câmara resolver jogar antes do Judiciário, corre um risco gigantesco.

Imagine a cena: a Câmara cassa. Meses depois, a Justiça absolve. Resultado? Tudo desmorona. A cassação cai. O vereador volta. E a Câmara vira assunto — ruim — de rádio, blog e mesa de bar por semanas.

Por outro lado, se a Câmara decidir absolver agora, mas lá na frente a Justiça condenar e determinar a perda do mandato… cai tudo por terra também. A Câmara teria passado pano onde não devia, e o Judiciário virá corrigir.

Em resumo: entre expectativas, pressões políticas e desejos de A ou B, o inquérito policial é apenas o pontapé inicial de uma longa partida. O processo jurídico mal começou. E a Câmara, sabendo disso, precisa decidir se entra no jogo agora — correndo riscos jurídicos enormes — ou se aguarda o andamento natural das instituições.

O tabuleiro está posto. As peças se mexem. Mas o xeque-mate, esse ainda está longe de acontecer.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

🍽️ Política à Mesa | Quando o voto pesa mais que o prato

                   As eleições falaram mais alto — mais alto que o som das panelas vazias, que o silêncio das escolas sem recursos e que o choro abafado de quem espera meses por um exame no SUS. Na noite desta quarta-feira (8), a Câmara Federal serviu mais um prato amargo ao povo brasileiro: por 251 votos a 193, os deputados decidiram enterrar a Medida Provisória que taxava fintechs, bets e operações financeiras.

Na prática, o gesto não foi apenas técnico — foi político, e profundamente simbólico. A MP que caducou nesta quarta significava R$ 35 bilhões a mais no caixa do Executivo, dinheiro que poderia ajudar a segurar as contas públicas e evitar cortes em áreas essenciais como educação e saúde. Mas os números não comoveram o plenário. O que pesou mesmo foi o cálculo eleitoral.

Enquanto a direita discursava que a medida aumentaria impostos para o cidadão comum, o que ela realmente fez foi defender os ricos, os bancos e as casas de apostas online que faturam bilhões todos os meses em cima do sonho alheio. Foi uma vitória do capital sobre a coletividade — da aposta fácil contra o trabalho suado.

Não foi uma decisão isolada. Os mesmos partidos e figuras que votaram a favor da PEC da Bandidagem e de outras medidas impopulares voltaram a se unir — Centrão e oposição bolsonarista, lado a lado, em um raro momento de harmonia.

Dessa vez, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrou pessoalmente no jogo, pressionando parlamentares de seu partido e aliados do Centrão para que votassem contra a proposta.

Todos unificados sob um mesmo argumento: “defender o povo”. O mesmo povo que, ironicamente, vai pagar a conta quando o governo for obrigado a cortar verbas de programas sociais, hospitais e universidades.

A Câmara encerrou a sessão, os deputados sorriram, os lobbies respiraram aliviados — e o Brasil perdeu mais uma chance de colocar o interesse público acima dos interesses de campanha.
No cardápio da política, o prato do dia foi a incoerência, temperado com promessas para 2026 e servido com o molho agridoce da conveniência.

Enquanto isso, as bets continuam ganhando, os bancos seguem lucrando, e o cidadão, esse sim, segue pagando a conta — sem cashback, sem bônus e sem direito a reembolso. 


GIRO DE NOTÍCIAS

Os que votaram a favor das bets e bancos

Entre deputados pernambucanos que ajudaram a sepultar a medida que visava taxas as bets, bancos e milionários estão:🧾 André Ferreira (PL), 🧾 Clarissa Tércio (PP), 🧾 Coronel Meira (PL), 🧾 Eduardo da Fonte (PP), 🧾 Fernando Coelho (União Brasil), 🧾 Fernando Rodolfo (PL), 🧾 Lula da Fonte (PP), 🧾 Mendonça Filho (União Brasil) e 🧾 Pastor Eurico (PL).

Pisando na bola dos nomes

A falta de maior proximidade de um comentário político acabou colocando no colo da ex-prefeita Madalena Britto (PSB), o nome de Pedro Campos como seu deputado federal nas eleições de 2026. Errado! A ex-prefeita já anunciou anteriormente que marchará com a reeleição do deputado federal Felipe Carreras (PSB) no pleito do ano que vem. Já na esfera estadual, ela vai com Diogo Moraes, agora no PSDB. A escolha é uma retribuição a colaboração dos dois durante as eleições para prefeito em 2024.

Dudu com Raquel de olho em João

A recente pesquisa Opinião que colocou o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na briga pela vaga ao Senado em 2026, também despertou o outro lado da mídia em torno de seu nome. O fato dele estar namorando o palanque do prefeito do Recife, João Campos (PSB), apesar de usufruir das benesses do governo de Raquel Lyra (PSD) vem provocando críticas e lembranças. Para uns, a incoerência em querer marcar com Campos e Lula, quando no Congresso vota contra a taxação dos ricos e a favor da PEC da Bandidagem e da Anistia. Para outros está esperando a melhor vantagem para disputar o pleito. Voltando a Raquel, ele diz que está apenas ajudando sua governabilidade. 

Carros, crianças e política no feriado do dia 12

O final de semana promete ser movimentado diante do feriado em comemoração a padroeira do Brasil e o dia das crianças. Na praça Winston Siqueira acontece o 9º Encontro de Carros Antigos, com direito a brincadeiras para crianças, show de pagode e exposição de raridades do mundo automobilístico. No que hoje se chama de Pátio de Eventos, a prefeitura promete fazer a festa das crianças, logo após o sol do meio-dia, às 13h30 com brinquedos infláveis, pula-pula, brindes e shows. Na paróquia do São Cristóvão acontece a Festa de Nossa Senhora Aparecida da Comunidade COHAB II, com direito a procissão no domingo (12), a partir das 16h.

Bruno Marques fortalece pré-candidatura

No último final de semana, o médico e pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques, filho do prefeito de Petrolândia (Fabiano Marques) foi apresentado oficialmente como o nome que vai representar Cedro na Assembleia Legislativa de Pernambuco a partir de 2027. Ele passa a ser o nome do grupo do ex-prefeito Neguinho do Cedro e da ex-prefeita Marly Quental. Bruno dever fazer dobradinha na cidade com o deputado federal Fernando Filho (UB). “Foi uma recepção calorosa. Momento especial onde pude me apresentar como pré-candidato a deputado estadual. Gratidão pela confiança e pelo carinho de todos”, disse.

Pensamento: 

“Acreditar é monótono, duvidar é apaixonante, manter-se alerta: eis a vida”. Oscar Wilde

segunda-feira, 20 de março de 2023

Panorama: A retomada da Zona Azul de Arcoverde nas mãos da Câmara de vereadores

                 
.  Nesta segunda-feira (20), a Câmara de Vereadores de Arcoverde começa a analisar e debater o projeto de lei complementar enviado pelo prefeito do município, Wellington Maciel (MDB), que altera a Lei Complementar nº 07 de julho de 2011, que criou a conhecida Zona Azul, ou como diz a lei: o sistema de estacionamento rotativo pago nas vias e logradouros públicos. O PL não trata de criação, recriação ou extinção da Zona Azul, mas de alterações e adaptações à lei para, segundo mensagem enviada pelo governo, “promover a segurança jurídica e a modernização da legislação”.

Em maio de 2022, o prefeito do município suspendeu a cobrança do estacionamento rotativo, encerrando o contrato entre a Prefeitura Municipal e a empresa Sinal Vida, responsável pela exploração do serviço desde outubro de 2012. 

Implantada após o surgimento da Arcontrans, criada em junho de 2011, a zona azul de Arcoverde tinha à disposição 412 vagas para automóveis que, em maio do ano passado, pagavam uma taxa de permanência de R$ 1,05 por cada meia hora utilizada. Diferente de outras cidades, inclusive a capital do estado, que utiliza o ultrapassado e permissivo talão para emissão dos ticktes, Arcoverde foi a primeira do Nordeste a utilizar os parquímetros para controlar as vagas de Zona Azul. 

Pelo projeto de lei a ser analisado pela Câmara, a prefeitura permanece com o modelo de outorga a terceiros para exploração da zona azul, ficando sob responsabilidade da empresa concessionária “a aquisição, instalação, operação, manutenção e guarda dos equipamentos eletrônicos a serem utilizados, em quantidade suficiente para garantir o serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, de acordo com projeto previamente aprovado pela ARCO17'RANS, entendendo-se como serviço adequado o disposto no artigo 6° da Lei Federal n°8.987/95”. Toda as características dos equipamentos, forma e prazos de concessão serão definidos em processo de licitação. 


GIRANDO

Enquete - Em uma enquete feita em sua própria rede social, o presidente da Câmara de Arcoverde, vereador Weverrton Siqueira – Siqueirinha (PSB) questionou seus seguidores se era a favor ou contra a volta da cobrança da zona azul. Segundo resultado divulgado pelo próprio parlamentar, cerca de mil pessoas teriam interagido com sua enquete e desse total 67% se disseram contra a volta da cobrança da zona azul em Arcoverde. Apenas 37% dos que votaram na enquete do vereador seriam favoráveis. A enquete centralizou sua pergunta apenas no impacto financeiro da zona azul, não tecendo comentários sobre a necessidade ou não da existência estacionamento rotativo na área central da cidade, atualmente tumultuado pela falta de disciplinamento. 

Venturosa – Na cidade que completa 61 anos de Emancipação Política, a festa continua nesta segunda-feira em grande estilo. Logo mais, às 17h, tem a inauguração do Memorial Municipal, no Largo da Matriz. Em seguida, o prefeito Eudes Tenório (PL) faz o corte do bolo de aniversário, seguido de shows com Maximino Bezerra, Valdo de Venturosa e Boteco dos Meninos, na praça de eventos.  No sábado, ao lado do deputado estadual Joaquim Lira (PSD), Eudes inaugurou um poço artesiano na Vila do Tará, quadra coberta e prédio anexo na Escola Delmiro Alexandre e mamógrafo no Hospital e Maternidade Justa Mª Bezerra.

Pedra: a obra mal acabada


Se na cidade vizinha de Venturosa a população comemora, na Pedra a chiadeira é grande. Denúncia feita pela vereadora Cleyde Braz (PSB) dá conta de que a Passagem molhada da Gia, ainda nem inaugurou e a obra já está afundando. Nas redes sociais, a parlamentar socialista questiona o prefeito Junior Vaz (Avante): “Economizou no cimento, foi prefeito? O povo tá de olho”! O pior é que a obra tá afundando mesmo. 

Itaíba - Acompanhado do vereador Jorge do Cachorro Quente, o vice-prefeito de Itaíba, Valdo do Pipa (PTB), foi recebido pelo Deputado Federal Fernando Filho em seu escritório político em Recife. Na reunião foi discutido com o parlamentar a possibilidade de destinação de emendas para serem aplicadas no município. Não houve anuncio de nenhuma antecipadamente. Valdo é um dos nomes que pode estar na disputa de 2024, mas a prefeita Regina já disse que sucessão só trata em ano de eleição, até lá, é só “trabalho, trabalho, trabalho”.

Partida – Faleceu na madrugada de hoje no Recife, aos 94 anos completados no último dia 28 de fevereiro, o médico, político, ex-diretor da IV Geres e ex-deputado estadual, Dr° Orlando Ferraz. Seu corpo será sepultado no cemitério Morada da Paz, em Paulista (PE). Orlando é custodiense, mas teve seu nome ventilado como candidato a prefeito de Arcoverde nos anos 90. Em 1998 disputou um novo mandato de deputado estadual, ficando na suplência com 18.220 votos.

Recife - O prefeito do Recife, João Campos, tirou de uma visita a obras de calçamento que vem realizando o nome do programa Rua Tinindo, que prevê obras em mais de 100 ruas em todas as áreas do Recife. “Investimento de cerca de R$ 120 milhões pra levar calçamento e drenagem pra vias que nunca tiveram isso, pra moradores que nunca viram suas ruas pavimentadas”, disse o prefeito. A previsão de entrega do primeiro grupo de ruas é dia 5 de junho. 


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Panorama: Quem pode decidir adiar as eleições 2020?


                         Por Dr. Pedro Melchior

Cabe ao Congresso Nacional, por meio de um Projeto de Emenda à Constituição (PEC), aprovar uma eventual nova data para as eleições. Isso porque é a Constituição que determina a data das votações.

De acordo com o artigo 29 da Constituição, a eleição para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores deve ser realizada "no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder". Como o mandato dos políticos eleitos em 2016 termina ao final deste ano, a votação do primeiro turno está marcada para o dia 4 de outubro.

No caso de municípios com mais de 200 mil eleitores, o texto prevê que o segundo turno, se houver, deve ser realizado no último domingo de outubro. Em 2020, será o dia 25.

Qual o papel do TSE? O Tribunal Superior Eleitoral é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável por coordenar, junto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), as eleições no País. No entanto, cabe a ele apenas executar as regras determinadas pela Constituição e pela lei 9.504/1997, que estabelece as normas para os pleitos. Luís Roberto Barroso, o próximo reforçou que uma eventual mudança de data das eleições deve ser decidida por deputados e senadores. "Se necessário adiar, o TSE fará interlocução com o Congresso, a quem cabe deliberar sobre o tema", escreveu o ministro.

Quando um eventual adiamento das eleições pode ser decidido?

Barroso tem indicado que o TSE deve discutir o tema em junho, quando espera que o avanço dacovid-19 esteja mais "definido". Nos bastidores, líderes partidários discutem o que fazer com o calendário eleitoral. Segundo apurou a Coluna do Estadão, ganha força a ideia de postergar o pleito para novembro ou dezembro.

Se o Congresso decidir mudar a data das eleições, é preciso aprovar uma PEC para alterar a Constituição. O texto deve ser apresentado por um terço dos deputados federais ou dos senadores, pelo presidente da República ou por mais da metade das assembleias legislativas dos Estados.

O projeto deve ser discutido e votado em dois turnos, tanto na Câmara quanto no Senado. É aprovada se obtiver três quintos de apoio dos deputados (308 votos) e dos senadores (49 votos).

Dr. Pedro Melchior, Advogado especialista em direito público - administrativo, eleitoral e tributário. Fundador da banca Barros Advogados Associados. Consultor jurídico de diversos municípios pernambucanos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Coluna: Asfalto e pitombas no caminho







Hoje
Arcoverde vive seu terceiro feriado de setembro, homenageando a padroeira Nossa
Senhora do Livramento com muitas orações, missas e procissão. Mas a semana
também marca a terceira rua pavimentada pela famosa usina de asfalto da
prefeita adquirida há quase dois anos. Em clima de Olimpíadas que acontece em
2016 no Brasil, a tal usina que consumiu mais de R$ 1,7 milhão dos cofres
públicos conseguiu em dois anos fazer a sua terceira rua. Uma média de 1,5 rua
por ano. Recorde!. A rua privilegiada não foi nenhuma de chão e terra, mas uma outra rua
do São Geraldo já calçada sob os atentos olhares do filho e ex-secretário da
prefeita. Mas como ver não é pecado, a não ser que seja feirante pequeno e
vendedor de pitomba que tente vender seus cachos no Cecora. Lá, os diretores de plantão expulsaram uma senhora porque a
coitada foi vender uma caixinha de pitomba nas dependências do centro comercial
que é público, a não ser que alguma família já tenha registrado sua propriedade
e ninguém sabia. Pois além de despachar a pobre mulher os diretores ainda
acusaram o vereador Luciano de fazer zuada e pregar a mentira. A mentira mesmo
é a falsa democracia que impera na ditadura governamental e que contaminou até
o jovem administrador do Cecora. Por fim, como hoje é feriado e todo mundo
merece descansar, e rezar para os católicos, é de se perguntar porque a
prefeitura adiou a inauguração do Mercado Público de Carnes no Cecora se já
estava tudo pronto e “adequado” para receber os comerciantes. A propaganda foi
tão fantasiosa e distorcida da verdade que deve ter deixado os pimentões verdes
do Cecora vermelhos de vergonha. Deve ser a revolução da comunicação, que de tão
revolucionária sumiram com a notícia dos meios de comunicação oficial e
esqueceram de avisar aos patrocinados.





DROPS





SEGURANÇA – Foi o tema do encontro dos deputados Zeca e Júlio
Cavalcanti com o secretário Alessandro Carvalho da SDS. Foram pedir mais
segurança para a cidade de Floresta aonde somente este ano já foram registrados
18 assassinatos. O secretário deu a garantia de que vai mandar um delegado
especial para investigar os casos e levar mais segurança para a cidade. Para
Júlio Cavalcanti, a questão da falta de delegados no interior é séria.





VERDADE – Depois de tentar desacreditar o vereador Luciano Pacheco
nas redes sociais, a administração do Cecora e a Secretaria de Desenvolvimento
tiveram que engolir a seco no tocante a expulsão de pequenos feirantes das
dependências do centro comercial. É que na sessão da Casa James Pacheco, as
vereadoras governistas Célia e Luiza confirmaram que o fato ocorreu, mas que já
estava tudo resolvido. Ou seja, a mentira online veio do próprio governo.





FOCO -
O Deputado Estadual Eduíno Brito (PHS) defendeu na tribuna da Assembleia
Legislativa que saúde e educação devem ser o principal destino dos recursos
públicos no período de crise. Sugeriu “uma revisão urgente” no foco do Governo
do Estado, para garantir condições mínimas de atendimento à população em
escolas e hospitais. Pois é: enquanto o Hospital Regional de Arcoverde pena, o
governador autoriza construção de calçamentos, pracinhas e até estádios de
futebol.





MISTURADA - O Secretário da Casa Civil, Antônio Figueira recebeu
lideranças que integram a chamada 3ª via da política de Tuparetama na semana
passada. Na pauta o futuro político do município. No encontro os vereadores
Hidalberto Lima, Sávio Pessoa, Joel Gomes, ex-vice-prefeito Romero Perazzo e o
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Orlando da Cacimbinha. No dia
seguinte, foi a vez do Prefeito Dêva Pessoa (PSD). Pelo jeito a 3ª via vai
acabar sucumbindo a Pessoa.





CHIADEIRA - Embora viva, tenha sido eleita e exerça o cargo na
Câmara Municipal de Arcoverde, a vereadora Luiza Margarida (PP) acabou de se
tornar a nova parlamentar de oposição ao prefeito Jonas Camelo (PSD) de Buíque,
o que provocou reação de alguns parlamentares e de integrantes do governo da
vizinha cidade. É que a vereadora arcoverdense no ímpeto de agradar a atual
prefeita, a quem serve como parlamentar governista na Casa James Pacheco, teceu
sérias críticas a administração da cidade de Buíque.  Os buiquenses não gostaram nenhum pouquinho.





PARTIDOS – Pressionada pelos vereadores de mandatos que compõem o
seu governo, nove ao todo, a prefeita de Arcoverde vem pressionando os
candidatos do chamado baixo clero para entrarem nos partidos que vão servir de
sombra para os chamados peixes grandes. A pressão é tão grande que a chefe tá
querendo que todo mundo entre em um partido sob o seu guarda chuva até dia 2 de
outubro. É que o prazo dela é maior do que o que vai valer com a nova lei
eleitoral. É a filiação da enganação: eu entro hoje, mas amanhã posso sair.





PERGUNTA: Quando a prefeitura vai levar os marchantes do Mercado
Público para o novo mercado no Cecora?

Coluna: Asfalto e pitombas no caminho


Hoje Arcoverde vive seu terceiro feriado de setembro, homenageando a padroeira Nossa Senhora do Livramento com muitas orações, missas e procissão. Mas a semana também marca a terceira rua pavimentada pela famosa usina de asfalto da prefeita adquirida há quase dois anos. Em clima de Olimpíadas que acontece em 2016 no Brasil, a tal usina que consumiu mais de R$ 1,7 milhão dos cofres públicos conseguiu em dois anos fazer a sua terceira rua. Uma média de 1,5 rua por ano. Recorde!. A rua privilegiada não foi nenhuma de chão e terra, mas uma outra rua do São Geraldo já calçada sob os atentos olhares do filho e ex-secretário da prefeita. Mas como ver não é pecado, a não ser que seja feirante pequeno e vendedor de pitomba que tente vender seus cachos no Cecora. Lá, os diretores de plantão expulsaram uma senhora porque a coitada foi vender uma caixinha de pitomba nas dependências do centro comercial que é público, a não ser que alguma família já tenha registrado sua propriedade e ninguém sabia. Pois além de despachar a pobre mulher os diretores ainda acusaram o vereador Luciano de fazer zuada e pregar a mentira. A mentira mesmo é a falsa democracia que impera na ditadura governamental e que contaminou até o jovem administrador do Cecora. Por fim, como hoje é feriado e todo mundo merece descansar, e rezar para os católicos, é de se perguntar porque a prefeitura adiou a inauguração do Mercado Público de Carnes no Cecora se já estava tudo pronto e “adequado” para receber os comerciantes. A propaganda foi tão fantasiosa e distorcida da verdade que deve ter deixado os pimentões verdes do Cecora vermelhos de vergonha. Deve ser a revolução da comunicação, que de tão revolucionária sumiram com a notícia dos meios de comunicação oficial e esqueceram de avisar aos patrocinados.

DROPS

SEGURANÇA – Foi o tema do encontro dos deputados Zeca e Júlio Cavalcanti com o secretário Alessandro Carvalho da SDS. Foram pedir mais segurança para a cidade de Floresta aonde somente este ano já foram registrados 18 assassinatos. O secretário deu a garantia de que vai mandar um delegado especial para investigar os casos e levar mais segurança para a cidade. Para Júlio Cavalcanti, a questão da falta de delegados no interior é séria.

VERDADE – Depois de tentar desacreditar o vereador Luciano Pacheco nas redes sociais, a administração do Cecora e a Secretaria de Desenvolvimento tiveram que engolir a seco no tocante a expulsão de pequenos feirantes das dependências do centro comercial. É que na sessão da Casa James Pacheco, as vereadoras governistas Célia e Luiza confirmaram que o fato ocorreu, mas que já estava tudo resolvido. Ou seja, a mentira online veio do próprio governo.

FOCO -O Deputado Estadual Eduíno Brito (PHS) defendeu na tribuna da Assembleia Legislativa que saúde e educação devem ser o principal destino dos recursos públicos no período de crise. Sugeriu “uma revisão urgente” no foco do Governo do Estado, para garantir condições mínimas de atendimento à população em escolas e hospitais. Pois é: enquanto o Hospital Regional de Arcoverde pena, o governador autoriza construção de calçamentos, pracinhas e até estádios de futebol.

MISTURADA - O Secretário da Casa Civil, Antônio Figueira recebeu lideranças que integram a chamada 3ª via da política de Tuparetama na semana passada. Na pauta o futuro político do município. No encontro os vereadores Hidalberto Lima, Sávio Pessoa, Joel Gomes, ex-vice-prefeito Romero Perazzo e o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Orlando da Cacimbinha. No dia seguinte, foi a vez do Prefeito Dêva Pessoa (PSD). Pelo jeito a 3ª via vai acabar sucumbindo a Pessoa.

CHIADEIRA - Embora viva, tenha sido eleita e exerça o cargo na Câmara Municipal de Arcoverde, a vereadora Luiza Margarida (PP) acabou de se tornar a nova parlamentar de oposição ao prefeito Jonas Camelo (PSD) de Buíque, o que provocou reação de alguns parlamentares e de integrantes do governo da vizinha cidade. É que a vereadora arcoverdense no ímpeto de agradar a atual prefeita, a quem serve como parlamentar governista na Casa James Pacheco, teceu sérias críticas a administração da cidade de Buíque.  Os buiquenses não gostaram nenhum pouquinho.

PARTIDOS – Pressionada pelos vereadores de mandatos que compõem o seu governo, nove ao todo, a prefeita de Arcoverde vem pressionando os candidatos do chamado baixo clero para entrarem nos partidos que vão servir de sombra para os chamados peixes grandes. A pressão é tão grande que a chefe tá querendo que todo mundo entre em um partido sob o seu guarda chuva até dia 2 de outubro. É que o prazo dela é maior do que o que vai valer com a nova lei eleitoral. É a filiação da enganação: eu entro hoje, mas amanhã posso sair.

PERGUNTA: Quando a prefeitura vai levar os marchantes do Mercado Público para o novo mercado no Cecora?