A sessão ordinária da Câmara
Municipal de Arcoverde, não realizada na noite da última segunda-feira (11),
foi marcada pela ausência de cinco vereadores, fato que evidenciou o clima de
tensão política que atravessa o Legislativo local. Em nota enviada à rádio
Itapuama FM, pelo vereador Rodrigo Roa, foram rebatidas as críticas da
presidência quanto a ausência e que a sessão estaria mais para um espetáculo midiático.
Os parlamentares Rodrigo
Rôa, Célia Galindo, Luiza Margarida, Paulinho Galindo e Wellington Siqueira
optaram por não comparecer à reunião plenária. Em posicionamento encaminhado à
imprensa, a decisão foi justificada pelo vereador do Podemos como uma reação à
condução da sessão, que, segundo eles, teria sido estruturada de forma a
extrapolar o caráter institucional do Legislativo.
De acordo com a nota
encaminhada pelo vereador Rodrigo Roa, a organização do encontro incluiu
elementos considerados atípicos, como a presença de vereadores de outros
municípios e a instalação de um telão na área externa da Casa James Pacheco.
Para o parlamentar, tais medidas contribuíram para transformar a sessão em um
ambiente de forte conotação política e em um espetáculo midiático,
transformando os vereadores em objetos de entretenimento.
"A Casa James
Pacheco é do povo, não é palco para promoção pessoal de ninguém. A mobilização
feita transformou uma sessão legislativa em um espetáculo político...Não fomos
eleitos para servir de entretenimento nem para participar de um ambiente criado
para ataques e tensionamentos", afirmou o vereador,
alegando que tal atitude desvia o foco das pautas que realmente interessam à
população.
Outro fator apontado foi a
expectativa de uso da tribuna para manifestações consideradas hostis à
instituição e aos próprios parlamentares. Segundo o grupo, havia a
possibilidade de discursos com teor de confronto, através da Tribuna Livre, o
que teria motivado a decisão de não participar da sessão como forma de
preservar a integridade do ambiente legislativo.
Apesar da mobilização
prévia, o público presente no início da reunião foi inferior ao esperado, o que
também chamou atenção nos bastidores políticos.
Em contraponto, em
entrevista a mesma emissora, o presidente da Câmara, Luciano Pacheco, criticou as
ausências. Para ele, a decisão dos parlamentares não encontra justificativa
plausível e representa um descompromisso com a função pública.
O presidente também convocou
a população a se posicionar diante do que classificou como perseguição política
ao seu mandato. Luciano enfrenta atualmente um processo de cassação por suposta
quebra de decoro parlamentar, que já se encontra em análise por uma comissão
processante da própria Casa.
O episódio reforça o momento de instabilidade vivido pela Câmara de Arcoverde, marcado por disputas internas, acusações mútuas e divergências quanto à condução dos trabalhos legislativos. No centro do debate, permanece a expectativa da população por respostas concretas aos problemas do dia a dia do cidadão.
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