Nunes
Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, diz que pleito foi um dos
mais inclusivos da história; Flávio Bolsonaro mudou carta após se declarar
presidente eleito sem apresentar provas
O
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques,
afirmou que as eleições realizadas no último domingo (25) ocorreram “dentro
da mais absoluta normalidade” e foram “as mais inclusivas da
história da República brasileira”.
A
manifestação foi divulgada após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL),
candidato derrotado à Presidência, que alegou, sem apresentar provas, a
existência de fraude eleitoral.
Em
uma primeira versão de uma carta divulgada pelo influenciador Paulo Figueiredo,
Flávio se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Posteriormente, em nova versão publicada no perfil do senador na rede X, o
texto passou a defini-lo como “o líder do Brasil”.
Na
nota, Nunes Marques ressaltou que eventuais questionamentos sobre o processo
eleitoral serão tratados institucionalmente. “Todos os questionamentos
feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos”,
declarou.
Um
dos argumentos levantados por Flávio envolve a prorrogação, em duas horas, do
horário de votação, medida determinada pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Cristiano Zanin diante de dificuldades no deslocamento de
eleitores ao longo do domingo.
Segundo
dados apresentados pelo TSE, pouco mais de 35 mil eleitores votaram após as
17h. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito, venceu a disputa
com uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos sobre o adversário.
A manifestação do comando da Justiça Eleitoral reforça que eventuais contestações devem seguir os mecanismos legais, em meio à repercussão das declarações do senador e ao debate sobre o respeito ao resultado das urnas.
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