Ex-prefeito
de Araripina nega acusação de violência política de gênero e afirma que espera
apuração rigorosa dos fatos.
O
ex-prefeito de Araripina e candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel
(PSD) se manifestou nesta terça-feira (28) sobre a medida protetiva concedida
pela Justiça Eleitoral à também candidata a deputada estadual Roberta Arraes
(PP). A parlamentar denunciou ter sido vítima de violência política de gênero
durante uma agenda pública da governadora Raquel Lyra (PSD), realizada na
sexta-feira (25), no Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina.
Segundo
o relato de Roberta Arraes, Pimentel teria gritado com ela e a chamado de
“louca” durante o evento. O ex-prefeito nega as acusações e afirma ter
registrado queixa contra a candidata por calúnia.
A
medida protetiva foi concedida no sábado (26), por decisão do juiz eleitoral
Draulternani Melo Pantaleão. A determinação judicial ocorre no contexto da
denúncia apresentada por Roberta e não representa, por si só, uma condenação ou
conclusão definitiva sobre os fatos.
Em
nota, Raimundo Pimentel afirmou ter recebido as acusações com “profunda
indignação e consternação” e negou categoricamente ter praticado a conduta
relatada pela adversária política.
“É
doloroso ver meu nome e minha história envolvidos em uma acusação tão grave,
que nego categoricamente”, declarou.
O
candidato também ressaltou que a concessão da medida protetiva não equivale ao
reconhecimento definitivo da prática de violência política de gênero nem à
comprovação de um crime.
“Não
aceito que uma acusação não comprovada seja tratada como verdade ou que uma
medida provisória seja confundida com condenação”, afirmou.
Pimentel
declarou ainda que respeita as mulheres e a Justiça e reconhece a seriedade de
denúncias dessa natureza. O candidato defendeu que o episódio seja esclarecido
com rigor, responsabilidade e respeito ao direito de defesa.
O
caso coloca em lados opostos dois candidatos que disputam uma vaga na
Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A apuração dos fatos e a análise
das circunstâncias da denúncia caberão à Justiça Eleitoral, observados os
direitos das partes envolvidas.
Até o momento, a medida protetiva deve ser compreendida como uma decisão judicial de caráter preventivo, sem confusão com uma sentença condenatória.
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