Aliados
do senador demonstram preocupação com movimentações jurídicas após derrota
presidencial; até o momento, não há confirmação pública de intimação da PF ou
de ordem judicial para retenção do documento.
O
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da
República, visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por volta das
11h desta segunda-feira (26), em Brasília. O encontro ocorreu um dia após o
segundo turno das eleições, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e em
meio a uma movimentação política e jurídica envolvendo o parlamentar.
Flávio
afirmou ter sido intimidado pela Polícia Federal (PF) a entregar o passaporte.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirma que foi abordado por
agentes na saída da casa do pai, em um condomínio no Jardim Botânico (DF).
A
decisão foi dada pelo ministro Alexandre Moraes em processo em que Flávio
Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.
A
discussão sobre o passaporte ganhou força após iniciativas de parlamentares que
anunciaram medidas para tentar impedir que Flávio Bolsonaro deixe o Brasil.
A
deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) afirmou ter solicitado a apreensão do
documento. Já o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) declarou ter acionado a
Procuradoria-Geral da República (PGR), com pedido de medidas cautelares,
incluindo a proibição de saída do país e a retenção do passaporte.
O
deputado Rogério Correia (PT-MG) também anunciou que pretende recorrer ao
Supremo Tribunal Federal (STF) com solicitação semelhante.
A
derrota de Flávio Bolsonaro para Lula no segundo turno abriu uma nova etapa de
disputas políticas e jurídicas. Além das iniciativas envolvendo o passaporte, o
senador afirmou que pretende contestar o resultado eleitoral.
O cenário mantém o PL sob pressão e amplia as incertezas sobre os próximos movimentos do grupo político ligado ao ex-presidente.
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